Autárquicas

Autarcas do PSD a favor de adiar eleições em dois meses

Autarcas do PSD a favor de adiar eleições em dois meses

Os autarcas sociais-democratas defenderam esta quinta-feira o adiamento das eleições autárquicas em "dois meses, na pior das hipóteses", se a pandemia de covid-19 o justificar e se 70% da população não estiver vacinada até agosto.

O representante dos autarcas do PSD e presidente da câmara de Mafra, Hélder Sousa Silva, afirmou esta quinta-feira à agência Lusa que "a maioria" defende "um pequeno ajuste ao calendário [das eleições autárquicas], até ao início de dezembro, na pior das hipóteses".

Para os sociais-democratas, qualquer alteração ao calendário das autárquicas terá de ter em conta o estado da pandemia em setembro, a revisão da Lei Eleitoral e a especificidade destas eleições.

O autarca recordou que, ao contrário das eleições presidenciais, as eleições locais "mobilizam muitos candidatos e, dada a proximidade aos eleitores, a campanha tem de ser presencial e não pode ser digital".

Trata-se de um "ajuste" que, para os autarcas do PSD, pode ser "necessário para garantir a democraticidade do voto, segurança, participação dos candidatos e participação massiva dos eleitores".

"Com as falhas sistemáticas na vacinação, é provável que a imunidade de grupo [com 70% da população vacinada] não seja atingida" em setembro e outubro, justificou.

Além disso, lembrou, a alteração ao calendário das autárquicas daria tempo ao Governo e à Assembleia da República para "rever a lei eleitoral para permitir o voto por correspondência, adaptando-o à situação de confinamento", provocado pela pandemia.

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A maioria dos autarcas do PSD é "contra o adiamento das autárquicas por seis meses".

O cenário de eventual adiamento das eleições foi, nas últimas semanas, levantado pelo ex-líder do PSD e do partido Aliança Pedro Santana Lopes, numa entrevista ao DN.

Na quarta-feira, o assunto foi retomado por distritais sociais-democratas, o que levou o presidente do PSD, Rui Rio, a dizer que o partido vai refletir sobre o assunto e o PS, tal como o PCP, também considerou a questão prematura.

Portugal realizou eleições presidenciais em 24 de janeiro, numa altura de pico do surto epidemiológico de covid-19.

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