Ferrovia

Autarcas elogiam alta velocidade entre Porto, Braga, Valença e Vigo

Autarcas elogiam alta velocidade entre Porto, Braga, Valença e Vigo

Sobram elogios dos autarcas, até do lado de lá da fronteira, para o projeto apresentado anteontem pelo Governo para ligar o Norte e a Galiza em comboio de alta velocidade (TGV). A obra inserida no Programa Nacional de Investimentos 2030 para a ferrovia prevê uma dotação orçamental de 900 milhões de euros para um traçado novo que fará com que uma viagem entre o Porto e Vigo demore cerca de uma hora, ao invés das atuais duas horas e 20 minutos.

Segundo o PNI 2030, a primeira fase vai ligar Braga a Valença e o primeiro esboço aponta para que passe também nos concelhos de Ponte de Lima e Paredes de Coura, sem paragens. O mapa apresentado pelo Governo ainda pode sofrer alterações. Na segunda fase, a concluir até 2030, a ligação vai ser estendida até ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro e à estação de Campanhã, no Porto.

"A questão do traçado é a menos importante. O importante é o ponto de início e de fecho da ligação, que tem de ser viável e competitiva. Para termos o comboio de alta velocidade entre o Porto e Vigo em menos de uma hora, não pode parar em todos os sítios", declarou José Maria Costa (PS), autarca de Viana do Castelo e presidente da CIM do Alto Minho.

ESTAÇÃO EM BRAGA

Ricardo Rio (PSD-CDS), autarca de Braga e presidente do Eixo Atlântico, elogia a opção por uma linha nova pois "corrige um erro histórico" que foi a exclusão da cidade bracarense da Linha do Minho. Braga vai criar uma nova estação de comboios "na zona norte da cidade" para o TGV, antevê Ricardo Rio.

Já Victor Mendes (CDS), autarca de Ponte de Lima, considera que "é, por princípio, uma boa notícia", mas defende "uma paragem técnica" no seu concelho conforme "o traçado do TGV que foi discutido há cerca de uma década". No fundo, explica, seria uma paragem "para manutenções, permitindo também que passageiros, em algumas situações de caráter excecional, pudessem parar", declarou.

LIGAÇÃO A MADRID

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Miguel Alves (PS), autarca de Caminha e presidente do Conselho Regional do Norte da CCDR-N, realça que o TGV "altera aquilo que era a filosofia do investimento público em transportes nos últimos anos", estreitando a ligação à Galiza e ao restante território espanhol, mas também ao aeroporto do Norte e ao Centro e Sul de Portugal.

Abel Caballero (PSDEG-PSOE), alcaide de Vigo, lembrou que chegou a reunir com o Governo de José Sócrates para o TGV minhoto, "mas depois veio a crise e isso significou que alguns projetos tiveram de ficar pelo caminho". Agora, diz-se "feliz" por saber que o projeto está de pé e antevê novidades para breve: "É imprescindível que haja um Vigo-Madrid".

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