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Autarcas independentes insistem que falta dinheiro para a descentralização

Autarcas independentes insistem que falta dinheiro para a descentralização

O processo de descentralização de competências está a colocar "uma corda ao pescoço" dos municípios. Essa é, pelo menos, a visão dos presidentes das Câmaras da Figueira da Foz, de Ílhavo, de Manteigas e do Porto - todos eleitos através de movimentos independentes -, que participaram este sábado à tarde, em Ílhavo, nas Jornadas Municipais, iniciativa organizada pelo movimento ilhavense "Unir para Fazer". Numa coisa, os quatro autarcas foram unânimes: falta "envelope financeiro" para concretizar o processo de descentralização.

"Os municípios estão a ficar atrofiados neste cocktail explosivo a que estamos a assistir. Descentralização e regionalização, sim. Mas não da forma como está a ser feito agora, que é uma corda no pescoço de muitos municípios", deixou claro Flávio Massano, presidente da Câmara Municipal de Manteigas. O autarca, que é um dos mais jovens presidentes eleitos por um movimento independente, a nível nacional, disse, ainda, que os autarcas vão passar a ser "autênticos gestores correntes, que nada podem fazer pela sua população". E que as Câmaras "ficam com aquilo que o Estado já não quer gerir", quando "muitos municípios não têm capacidade ou recursos financeiros para tal".

João Campolargo, presidente da Câmara de Ílhavo, também garante que "isto [a descentralização] sem envelope financeiro não se faz". "Nós precisamos de mais dinheiro, porque não vamos conseguir comportar aquilo que vão ser as exigências dos cidadãos. Sinto que estamos no limite", explicou o autarca.

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