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Autarcas levam à comissária protesto contra projeto de lítio

Autarcas levam à comissária protesto contra projeto de lítio

Os presidentes das câmaras de Boticas e Montalegre manifestaram, este sábado, à comissária europeia da Inovação a sua contestação à exploração de lítio nos seus territórios e queixaram-se a Mariya Gabriel da falta de informação a autarcas e populações sobre o "cluster" e a cadeia de valor de uma nova geração de baterias que dominaram um encontro em Matosinhos.

"O município de Boticas fica prejudicado. É destruído e não tem mais-valia", afirmou ao JN Fernando Queiroga, após a reunião com a comissária e o ministro Manuel Heitor. Diz que o projeto não criará emprego, mas afastará os residentes. Por isso, é "objetivamente contra a exploração de lítio" e o estudo de impacte ambiental "agravou" as suas preocupações.

Além disso, "estão a começar a casa pelo telhado. Nem sabem onde será a refinaria, nem a construção das baterias", exemplificou.

Orlando Alves, autarca de Montalegre, também transmitiu a sua oposição. "Estamos na cabeça do vulcão", referiu. Pelo estudo de Boticas, prevê também um impacte "terrível" para Montalegre. O território "será devassado" e "as populações correm o risco de ver o seu ganha pão destruído pelo projeto mineiro".

Criar valor e emprego

No Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, o Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologias (INL) apresentou o plano nacional de produção de células inovadoras de lítio para a nova geração de baterias. Sobre as preocupações ecológicas, o coordenador da área da energia do INL, Paulo Ferreira, disse aos jornalistas que "coloca-se em toda a cadeia de valor e há de facto tecnologia que permite mitigar essas questões ambientais".

Manuel Heitor sublinhou que "o processo do lítio é sempre algo na criação de valor acrescentado, de emprego, mas que, no contexto europeu, só faz sentido" no âmbito do "desafio para a neutralidade carbónica". Segundo o ministro, a comissária destacou na reunião novos apoios para informação ao cidadão. Mariya Gabriel defendeu "sinergias entre programas nacionais e europeus", destacando igualmente as iniciativas ao nível local.

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