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Autotestes à porta dos restaurantes cancelam protesto

Autotestes à porta dos restaurantes cancelam protesto

O governo abriu uma exceção para que o acesso a restaurantes, hotéis, estabelecimentos de alojamento local e de jogos de fortuna ou azar, bem como a eventos de qualquer natureza e celebrações autorizadas de Ano Novo possa depender apenas da apresentação de autotestes, realizados à porta e sob supervisão de um responsável do local, até ao próximo dia 2 de janeiro.

Os empresários da restauração, que tinham anunciado o encerramento no Natal e Ano Novo, contra a exigência de testes PCR ou de antigénio aos clientes, cancelaram o protesto.

"Continuamos a ser contra este tipo de medida, continua a ser uma restrição, mas ao menos já nos permite trabalhar", comentou Daniel Serra. O presidente da Associação Nacional de Restaurantes Pro.var tinha feito contas à capacidade de testagem diária nas farmácias ou nos postos de testagem, cerca de 140 mil, e concluído que "só uma pequena franja de 3% da população consegue ir a restaurantes".

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Ao contrário do que sucedeu no verão, quando a mesma medida esteve em vigor, e os empresários conseguiram adquirir testes para disponibilizar aos clientes a um custo que rondava os 2€, nesta altura "não se consegue comprar testes, mesmo longe das maiores cidades", lamentou Serra. "Quando há testes, os preços estão em valores próximos dos 5€", concretizou.

Os empresários da restauração contavam com esta época do ano, a segunda mais forte a seguir ao verão, para equilibrar as faturações afetadas pela pandemia, uma vez que "os apoios criados pelo governo para fazer face à pandemia só cobriram parte das perdas de 2020". A Pro.var vai, por isso, continuar a reclamar o regresso do programa Apoiar, o perdão parcial de dívidas e novos períodos de carência e de amortização de dívida, assim como a diminuição do IVA da restauração para 6%.

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