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Baixos salários no INEM desmobilizam candidatos

Baixos salários no INEM desmobilizam candidatos

Procedimento para contratar 178 profissionais já só tem 58 candidatos. Com menos recursos e com o regresso do limite das horas extra, vai haver mais ambulâncias paradas, diz sindicato.

Há cada vez menos pessoas interessadas em trabalhar nas ambulâncias ou nos centros de orientação de doentes urgentes do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O concurso para contratar 178 técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) vai ficar praticamente deserto. Ainda está a decorrer e só tem 58 candidatos. Os baixos salários são uma das principais razões para a desmotivação.

Era uma oportunidade para dar um novo fôlego ao socorro pré-hospitalar, cujas carências de recursos humanos se agravam de ano para ano e têm efeitos na operacionalidade das ambulâncias. Mas a falta de atratividade da carreira - exigente e com remuneração próxima do salário mínimo - e a alteração de regras no processo de admissão dos candidatos deitaram por terra as esperanças. Os técnicos fazem hoje greve e manifestam-se em Lisboa por melhores condições de trabalho e pela revisão da carreira, naquela que é a primeira de várias paralisações no setor da saúde (ler ao lado).

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