OE2021

Bancada do PS acusa BE de votar ao lado da Direita e contra SNS

Bancada do PS acusa BE de votar ao lado da Direita e contra SNS

Ana Catarina Mendes, líder parlamentar do PS, acusa o BE de, no Orçamento do Estado para 2021, votar "ao lado da Direita" e contra o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O "vice" da bancada, João Paulo Correia, reforça que o Bloco prefere juntar os seus votos "ao Chega e à Iniciativa Liberal".

"Não é o OE2021 que falha à emergência social que estamos a viver. É o Bloco de Esquerda que, votando contra e ao lado da Direita, vira as costas ao país e aos portugueses. Na verdade o Bloco, ao votar contra, está a votar contra o SNS", atacou Ana Catarina Mendes pela rede social do Twitter.

Por sua vez, a deputada Mariana Mortágua escreveu pela mesma via que "o Bloco usou os dados do relatório do Orçamento para mostrar as fragilidades do financiamento do SNS". "Dissemos que a transferência para o SNS em 2021 é menor que no suplementar 2020. Não pode ser contrariado porque é verdade. Resta ao Governo então omiti-lo", acrescentou a eleita do Bloco, em resposta à carta que o Executivo enviou na véspera ao BE e à reação dos socialistas.

Esta segunda-feira, também João Paulo Correia usou as redes sociais para reagir à decisão dos bloquistas. No Facebook, escreve que "o Bloco de Esquerda quis sair do processo negocial do Orçamento. Prefere juntar os seus votos à Direita, nomeadamente ao Chega e à Iniciativa Liberal".

"Algumas das medidas e novas propostas foram desenvolvidas na negociação com o BE. E, após a entrega do OE2021, houve ainda desenvolvimentos a concretizar na especialidade. Mesmo assim, a agenda partidária falou mais alto e o Bloco de Esquerda optou por se afastar", critica o "vice" da bancada, na linha do que já afirmou esta manhã Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos parlamentares.

"Demite-se do compromisso"

"O Bloco de Esquerda viabilizou orçamentos com menos pontos críticos do que o OE2021. Recorde-se que este partido pediu o voto nas eleições legislativas para reforçar a sua posição negocial com o PS. Ao votar contra na generalidade, o Bloco de Esquerda demite-se do compromisso que assumiu com os seus eleitores", continua João Paulo Correia.

"Não foi o Governo, ou qualquer outro, que gerou esta crise. É uma crise à escala planetária. O OE2021 responde em força à crise económica e social. O Governo não se desvia das prioridades políticas que nortearam a geringonça. É o Bloco de Esquerda que se afasta", insiste o deputado na sua publicação, dizendo que "esperava mais bom senso e responsabilidade do Bloco de Esquerda. O momento assim o exige".

BE também responde com cartazes

Entretanto, o Bloco publicou nas redes sociais uma série de cartazes onde procura justificar o voto contra com tudo aquilo que diz ficar fora do OE para 2021 ou não foi cumprido. Refere, por exemplo, a manutenção das leis laborais impostas no tempo da troika, a falta de abrangência dos apoios sociais e as verbas para o Novo Banco antes de estar concluída uma auditoria.

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