Covid-19

Bares do Porto propõem abertura de discotecas mediante parecer favorável da DGS

Bares do Porto propõem abertura de discotecas mediante parecer favorável da DGS

O presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto vai enviar esta quinta-feira uma proposta ao Governo para a abertura das discotecas além da 1 hora, após parecer favorável da Direção-Geral da Saúde.

"A Associação vai propor que se avance com uma abertura das discotecas em função das condições que cada uma oferece, ou seja, a abertura durante o período da pandemia só poderá acontecer com um parecer da Direção-Geral da Saúde (DGS), o qual terá que ser elaborado após visita in loco aos estabelecimentos que tenham formalizado um pedido", explicou António Fonseca à agência Lusa.

Para António Fonseca, que é também presidente da União de Freguesias de Miragaia, Nicolau, Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé e Vitória (Porto), a proposta da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto ajudaria a dar um "passo para minimizar a angústia dos empresários e dos trabalhadores, de forma gradual e responsável".

"O empresário propõe à Direção-Geral da Saúde a sua abertura (...). Para o efeito pede um parecer favorável. Esse parecer favorável tem de passar por uma visita in loco dos técnicos da Direção-Geral da Saúde e, a partir do momento em que haja um parecer favorável, o Governo, que por norma usa as recomendações da DGS", decidirá conclui António Fonseca, esperançado de que depois "gradualmente" os estabelecimentos possam ir reabrindo.

Seria uma forma de, passado um mês, os estabelecimentos que tivessem parecer favorável e depois de haver uma visita, pudessem estar a funcionar, tal como noutras situações semelhantes aconteceu, disse, recordando a altura da lei do tabaco.

Os bares e discotecas estiveram encerrados em Portugal desde março devido à pandemia de covid-19, mas desde o dia 1 de agosto que puderam começar a funcionar como cafés e pastelarias.

Em conferência de imprensa a dia 30 de julho, e após a reunião semanal do Conselho de Ministros, em Lisboa, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicava que, no contexto da "situação epidemiológica do país mais controlada", foi determinada "a possibilidade de os estabelecimentos que são bares na sua origem funcionarem enquanto pastelarias e cafés, seguindo as mesmas regras de distanciamento que estas instituições têm".

A ministra esclareceu que os bares e discotecas que optassem pela reabertura teriam a possibilidade de funcionar até às 20 horas na Área Metropolitana de Lisboa e até à 1 hora da madrugada (com limite de entrada até à meia-noite) no resto do território continental, tal como a restauração.

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