O Jogo ao Vivo

Médicos

Bastonário diz que plano de desconfinamento "deve prosseguir"

Bastonário diz que plano de desconfinamento "deve prosseguir"

O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu, esta quarta-feira, que a União Europeia (UE) deve ter uma "estratégia comum" na decisão sobre as vacinas.

Miguel Guimarães diz que "uma decisão diferente em cada país" só causa "insegurança" na população, numa altura em que "a confiança nas vacinas é absolutamente vital". O bastonário dos Médicos entende que, apesar da subida do R(t), o plano de desconfinamento "deve prosseguir", mas com uma "estratégia de vacinação clara", com prioridade por idades, uma "grande campanha de sensibilização" e, sobretudo, "testagem em massa".

"A União Europeia (UE) devia uma estratégia comum. Se a França só dá a maiores de 55 anos, o Reino Unido a maiores de 50 anos, a Dinamarca não dá a ninguém, as pessoas não conseguem entender isto. Dá uma imagem de insegurança às pessoas", afirmou, esta manhã, à margem da entrega do primeiro ventilador produzido em Portugal com certificação europeia.

Miguel Guimarães dá o exemplo dos EUA onde a vacinação da Johnson & Johnson foi suspensa, depois de seis casos de coágulos sanguíneos. O bastonário diz que foi uma forma de "proteger" a vacina e, sobretudo, a confiança da população. Na Europa, avisa, o exemplo devia ser seguido. Cada país a tomar uma decisão diferente, só cria um "ruído" e uma "confusão" nas pessoas que "não é aceitável" e prova que "a UE não é uma união solidária".

Vacinação por faixas etárias

Avançar no desconfinamento sim ou não? Sim, mas com regras: primeiro, há que ter uma estratégia no plano de vacinação. O bastonário reconhece que a situação melhorou com a entrada do vice-almirante Gouveia e Melo, mas há que "evitar andar com grupos prioritários". "Temos é que vacinar os mais frágeis. E esses são os mais velhos", frisou.

PUB

Depois, sublinha, "é preciso transmitir confiança nas vacinas às pessoas", só assim será possível chegar aos 70% de vacinados e à desejada imunidade de grupo.

A par com este esforço, explica ainda, há que fazer uma grande campanha de sensibilização para o cumprimento das regras da Direção-geral da Saúde (DGS): utilização de máscara, higiene das mãos e distanciamento físico.

Finalmente, acrescenta ainda, a testagem em massa. Para Miguel Guimarães é inadmissível que grupos como os profissionais de saúde não sejam testados regularmente ou que os professores sejam testados e só voltem a fazer teste cinco meses depois.

Vacinar quem já teve a doença

O processo, remata, "tem que ser ágil", tal como o devia ser no que toca à vacinação das pessoas que já tiveram covid-19. Para o bastonário não é aceitável que Portugal seja, a par com a Islândia, "o único país que não está a vacinar pessoas que tiveram covid-19 há um ano". Por causa disso há 545 médicos que ficaram de fora da vacinação.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG