Educação

BE critica "terrível trapalhada" de alunos do ensino articulado terem de pagar propinas

BE critica "terrível trapalhada" de alunos do ensino articulado terem de pagar propinas

A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, criticou esta quarta-feira a "terrível trapalhada" de alunos do ensino articulado da escola pública terem de pagar propinas para estudar música.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita à Sociedade Artística Musical dos Pousos, em Leiria, Catarina Martins classificou a situação como "absurda" e exortou o Ministério da Educação a resolvê-la "rapidamente", até ao início da próxima semana.

"O que aconteceu foi uma terrível trapalhada, e as escolas não precisam de mais este problema para resolver neste momento. (...) Há alunos que se matricularam em ensino articulado, ensino da música, tendo em conta as vagas que todos os anos abrem para este ensino e que agora o Estado diz que não paga este ensino", acrescentou.

Catarina Martins deu o exemplo de uma turma de 26 alunos do ensino articulado numa escola que hoje visitou, em que apenas cinco vagas foram contempladas com financiamento.

"A alunos da escola pública está a ser colocada a seguinte solução: ou deixam de estudar música ou têm de pagar propina. Isto não tem absolutamente nenhum sentido, na escola pública não se pagam propinas", alegou a coordenadora bloquista.

A líder do BE argumentou que os procedimentos de financiamento para o atual ano letivo abriram "já depois de as escolas públicas terem estabelecido as turmas e os pais terem matriculado os alunos" e que agora "o que se está a dizer [aos alunos] é que o ensino da musica que lhes foi garantido numa escola pública lhes está vedado e que só podem continuar se os pais tiverem dinheiro para pagar propinas".

"O apelo que nós fazemos é que muito rapidamente o Ministério da Educação assuma o pagamento de todos os alunos que foram matriculados na escola pública no ensino articulado, por acordo com aquilo que acontecia nos anos anteriores e com aquilo que a escola pública decidiu ela própria poder oferecer", frisou.

A situação, continuou, "não tem sentido em ano nenhum" mas "principalmente" no atual ano letivo, face à pandemia do novo coronavírus, "com a tensão a que as famílias e os jovens estão sujeitos e com a crise social e económica que se abate sobre tantas famílias", alegou.

"Dizerem que tem de pagar propina se quiserem continuar na turma em que se matricularam e foram aceites em ensino articulado é absurdo. A escola pública não é um luxo e o ensino da musica não é um luxo. E estes alunos que se inscreveram em escolas publicas, depois de fazerem provas, depois de terem sido aceites para as turmas articuladas, têm de podes frequentar as suas aulas gratuitamente como todos os outros", defendeu.

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