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BE diz que declarações de ministra foram infelizes porque tragédias não se relativizam

BE diz que declarações de ministra foram infelizes porque tragédias não se relativizam

A coordenadora do BE considerou esta terça-feira "muito infelizes" as declarações da ministra Ana Mendes Godinho sobre o lar de Reguengos porque as "tragédias nunca se relativizam", criticando a ausência de um projeto do Governo para alterar procedimentos e cuidados.

A líder bloquista, Catarina Martins, visitou esta manhã a Associação Sócio Terapêutica de Almeida, tendo sido questionada pelos jornalistas sobre as declarações da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que em entrevista ao Expresso admitiu que faltam funcionários nos lares mas considerou que a dimensão dos surtos de covid-19 "não é demasiado grande em termos de proporção".

"Estamos estupefactos é com o facto de falta de projeto do Governo para o que é que vai acontecer agora", começou por responder Catarina Martins, segundo as declarações transmitidas pela RTP3.

Na perspetiva da líder do BE, "as afirmações da senhora ministra foram seguramente infelizes porque não se deve relativizar as tragédias que aconteceram, ainda que noutros sítios tenha corrido muito bem e ainda bem".

"Mas tragédias nunca se relativizam e desse ponto de vista as afirmações da senhora ministra foram, no mínimo, muito infelizes", condenou.

No entanto, "o mais preocupante" na perspetiva de Catarina Martins é que não se vê "por parte do Governo nenhum projeto para alterar os procedimentos e para alterar os cuidados em Portugal", o que considera ser "muito grave".

Entretanto, numa publicação na rede social Twitter, a coordenadora do BE reiterou que Ana Mendes Godinho "esteve muito mal ao tentar relativizar a tragédia em Reguengos".

"É certo que cabe ao Ministério Público investigar e que é uma instituição privada. É certo também que não representa a maioria dos casos, mas tragicamente não é caso único", referiu.

Assim, Catarina Martins insiste que o Governo "tem de agir e, de facto, ainda não fez nenhuma das mudanças urgentes".

O BE propõe assim duas mudanças "para o imediato", que passam pela articulação entre Saúde e Segurança Social na fiscalização e implementação de procedimentos nas IPSS e outras instituições e ainda a formação e qualificação de trabalhadores dos lares.

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