Pandemia

BE diz que Governo gastou menos do que prometeu na resposta à crise

BE diz que Governo gastou menos do que prometeu na resposta à crise

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, considerou esta terça-feira que os números da execução orçamental mostram que "não só o Governo se predispôs a gastar menos do que outros países europeus, como ainda por cima gastou menos do que prometeu gastar".

Depois de ouvir, virtualmente, dezenas de testemunhos de pessoas em situação de desemprego e sem qualquer apoio uma vez que os seus subsídios terminaram e não foram prorrogados em período de crise pandémica, Catarina Martins disse algumas palavras às pessoas que estavam nesta reunião por videoconferência, na qual também participou o deputado do BE José Soeiro.

"Nós conhecemos agora o que foi a execução do orçamento do ano passado, ou seja, o que é que estava previsto e o que é que foi gasto pelo Governo. Sabemos que o Governo gastou 3,5 mil milhões de euros a menos do que o que estava previsto. Temos muita dificuldade em que se compreenda que se possa poupar quando há tanta gente na vossa situação", criticou.

Depois, na fase de perguntas e respostas aos jornalistas, a líder do BE foi questionada sobre estes números da execução orçamental, começando por sublinhar que estes foram disponibilizados pelo Governo.

"É o governo que está a dizer ao país que gastou menos do que era suposto ter gastado no apoio às pessoas. Os números não são do Bloco de Esquerda, os números são do Ministério das Finanças, os números são da Segurança Social", apontou.

O que se sabe, insistiu Catarina Martins, "é que o Governo não gastou tudo o que podia ter gastado para responder à crise pandémica".

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"Quando vêm os números da execução orçamental, números do próprio Governo, ficamos a saber que não só o Governo se predispôs a gastar menos do que outros países europeus, como ainda por cima gastou menos do que prometeu gastar", condenou.

Para a coordenadora do BE, "o reverso destes números é a crise absoluta em que as pessoas se encontram, é o desespero destas mães" que ouviu durante a reunião virtual com estas pessoas em situação de desemprego.

"Em que cada euro que foi poupado pelo Governo está o desespero destas famílias e isto é que não é aceitável de forma nenhuma", criticou.

Catarina Martins admite a dificuldade da situação e sabe que face à crise pandémica há sempre um impacto forte, mas pede prioridades.

"A prioridade tem de ser apoiar quem perdeu o emprego, quem perdeu o rendimento pela pandemia. A prioridade tem de ser não deixar que as famílias caiam em situação de pobreza. A prioridade tem de ser a dignidade das pessoas e essa prioridade não está a ser atendida e não é aceitável que não seja atendida", defendeu.

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