eleições legislativas

BE diz que "votar Sócrates é votar Passos" e denuncia "chantagem" com FMI

BE diz que "votar Sócrates é votar Passos" e denuncia "chantagem" com FMI

Francisco Louçã denunciou, esta quarta-feira à tarde, o "truque" destas eleições, explicando que "votar em Sócrates é votar em Passos Coelho" e vice-versa. Considerando que a entrevista ao primeiro-ministro foi "como abrir um ovo da Páscoa" cuja "prenda" era o PSD, o líder bloquista apelou ao voto contra um Governo que integre aqueles dois partidos. E criticou "a chantagem" que está a ser feita com o FMI.

Na apresentação da lista do BE pelo Porto, cujo primeiro candidato volta a ser o deputado João Semedo, o líder bloquista disse que "os mesmos que se oferecem" para ajudar o país a sair da actual situação são "os mesmos" que o levaram "à bancarrota" e "querem ajudar juntando no mesmo governo todos os que provocaram a crise". É "o verdadeiro arco da irresponsabildade", declarou Francisco Louçã, enumerando PS, PSD e CDS. Por isso, alertou que está na forja um Governo entre estes partidos, colocando apenas um "eventualmente" no caso do partido liderado por Paulo Portas.

"A entrevista de Sócrates é como abrir um ovo da Páscoa e descobrir a prenda que está lá dentro", criticou Louçã, notando que a prenda "é o PSD". Por isso, falou no "truque", dizendo que "votar em José Sócrates é votar em Passos Coelho e votar em Passos Coelho é votar em José Sócrates".

Já a "chantagem" é "dizer que não há outra solução senão a do FMI", denunciou, recordando os respectivos "fracassos gigantescos na Irlanda e na Grécia". E a "chantagem", especificou, passa por acenar com notícias sobre o fim de subsídios ou pensões.

Porque quem deve pagar as dívidas é "quem as fez", Louçã insistiu nas suas propostas. São elas "uma auditoria da dívida" e o conhecimento "exacto" do que é dívida pública e a privada.

Piscando o olho "àqueles que, em qualquer quadrante político", estejam descontentes com o PS, Louçã falou de "um abismo social". Apesar das críticas que faz, o BE garantiu que permanecerá aberto ao diálogo.

O cabeça-de-lista pelo Porto, João Semedo, disse que "o esforço de diálogo dos deputados do BE é o maior desmentido à caricatura que pretendem" fazer dos membros deste partido de que "são inflexíveis, radicais e extremistas" e "sem jeito para a convergência".

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