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BE e PAN trocam culpas pelo crescimento da direita

BE e PAN trocam culpas pelo crescimento da direita

O frente a frente entre o Bloco de Esquerda (BE) e o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) começou com passa culpas e trocas de acusações. A "direita" foi a batata quente que ninguém quis ter em mãos.

Inês de Sousa Real considera que o BE faltou ao país quando chumbou o orçamento de estado, "é uma irresponsabilidade não só pela situação socioeconómica que o país vive, mas porque também é abrir a porta à extrema-direita, à direita liberal", disse a líder do PAN, na RTP3. Para Catarina Martins a história foi outra, o PS "fez uma exigência de maioria absoluta, e toda a gente já percebeu que foi essa exigência que precipitou as eleições", disse.

Catarina Martins procurou entender-se com o PAN, fugiu às questões sobre a proposta do BE para aumento do IRC e quis colocar em cima da mesa tópicos como ambiente e SNS, temas caros para o PAN. "É à esquerda que estão as soluções", disse.

BE mostra-se disponível para trabalhar com o PAN

O PAN voltou a vestir a camisola de joker, a líder do partido reafirmou que o PAN não se identifica na dicotomia esquerda e direita. "A emergência climática que vivemos não se deve acantonar na esquerda", disse Sousa Real. Catarina Martins insistiu em realçar as convergências dos dois partidos, principalmente em questões ambientais. É necessário investir na produção de energia fotovoltaica descentralizada, disse a bloquista. A líder do BE lançou o repto, "acha mesmo que com a direita poderá ter um caminho ambiental?"

Para o PAN, o governo foi pouco ambicioso no combate às alterações climáticas, "a aposta deve ir para os modos de reconversão e modos de produção biológicos". O RBI também foi tema, Inês de Sousa Real sublinhou que o rendimento básico incondicional pode dar resposta às dificuldades que muitas pessoas passam por estarem sujeitas a "subjugação económica".

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