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Crise Financeira

BE falha reunião com a 'troika' por a considerar "inoportuna"

BE falha reunião com a 'troika' por a considerar "inoportuna"

O Bloco de Esquerda foi convocado, esta segunda-feira, para um encontro durante a tarde com as instituições internacionais sobre a ajuda externa a Portugal, mas não vai comparecer por considerar a reunião "inoportuna". Também "Os Verdes" recusaram o convite. O PSD está a acertar o encontro para as próximas 48 horas.

O PSD foi contactado e está a acertar um encontro com a missão conjunta da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) para as próximas 48 horas, anunciou fonte oficial do partido.

Segundo a mesma fonte, "o PSD está a acertar o dia, a hora e o local" desse encontro.

BE: Reunião é "inoportuna"

"Não compete aos partidos negociar com a troika. Naturalmente, o Bloco de Esquerda não deixará de assumir toda a responsabilidade pela apresentação de soluções concretas para a crise económica e financeira. Assim, e sendo que é ao Governo e não aos partidos que cabe proceder a essas negociações, o Bloco considera inoportuna esta proposta de reunião", afirma o partido em comunicado.

O encontro deveria realizar-se às 17 horas de hoje, não tendo sido indicada ao partido a constituição da delegação da 'troika', nem tão pouco a agenda detalhada da reunião.

O BE lembra que o Governo assumiu o compromisso de informar os partidos sobre as negociações em curso e, por isso, exige o conhecimento público "das escolhas" do Executivo.

PEV: Quem tem legitimidade para negociar é o Governo

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) recusou igualmente o convite da "troika" para uma reunir esta tarde. "Os Verdes" foram contactados pela representante da Comissão Europeia para reunir ainda hoje com a troika, a propósito desta negociação, mas vão recusar essa reunião", disse Heloísa Apolónia.

"Quem tem legitimidade para reunir ou negociar com esses senhores é o governo português, que os chamou a Portugal. Os Verdes são absolutamente contra esta entrada, desta dita ajuda externa a Portugal. Nós temos capacidade de seguir um rumo diferente, nós não queremos este rumo, nós não queremos estas negociações", acrescentou a deputada.

"Estas negociações, no fundo, resultam na aplicação à força do PEC 4" e "aquilo que este PEC 4 propunha - e que o FMI e a União Europeia agora estão também a propor - era pura e simplesmente isto: mais recessão e mais desemprego para 2011 e anos subsequentes", concluiu Heloísa Apolónia.

O PCP também já foi contactado e agendou para as 16.30 horas uma declaração do seu secretário-geral, Jerónimo de Sousa, que no domingo anunciou que não negociaria com o FMI.

A 'troika' chegou na semana passada a Lisboa para analisar as condições financeiras do país, nos diversos sectores, e o estado dos sectores da economia com maiores dificuldades, com reuniões diárias no Ministério das Finanças.

Para esta semana estava previsto o arranque das discussões políticas com os responsáveis portugueses.

Para terça-feira estão agendados encontros com os parceiros sociais.

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