Recuperação

Bloco defende arranque do ano letivo no início de setembro e férias para todos

Bloco defende arranque do ano letivo no início de setembro e férias para todos

O BE apresentou uma estratégia de recuperação das aprendizagens: as aulas devem começar logo no início de setembro e até lá os programas devem ser reduzidos e os professores pagos por esse trabalho extraordinário. Catarina Martins pede mais investimento no setor e um plano nacional de férias de verão que o Governo deve acordar com cada autarquia.

O partido entregou esta segunda-feira no Parlamento três projetos de lei e um de resolução sobre a recuperação das aprendizagens. A intenção é agendar as iniciativas "nos próximos dias", garantiu em conferência de Imprensa a coordenadora do BE.

O calendário do próximo ano letivo ainda não foi publicado mas a segunda fase dos exames do Secundário está agendada, como aconteceu no ano passado devido às alterações no calendário e avaliação provocadas pela pandemia, entre 1 e 7 de setembro.

O Bloco considera que as aulas devem arrancar logo no início de setembro, "o mais cedo possível". Mas para que isso aconteça, sublinhou a líder bloquista, será preciso que até lá os programas sejam reduzidos para se centrar "os esforços na recuperação e consolidação das aprendizagens essenciais em cada ciclo". E sendo assim, "é preciso assumir que os professores que sejam chamados a abdicar do seu tempo de descanso pela organização do próximo ano letivo, possam ter uma remuneração acrescida", à semelhança dos profissionais de Saúde, defende.

Férias para todos

O programa nacional de férias deve ser operacionalizado pelas autarquias em articulação com o Governo e financiado pelo Orçamento do Estado. Deve promover atividades desportivas ou culturais para "todos quantos queiram participar" e não apenas para os alunos abrangidos pela Ação Social Escolar, explicou Catarina Martins, recordando sondagens que apontam que mais de metade dos portugueses não planeiam ir de férias este ano.

PUB

A intenção é que seja "uma medida essencial para a recuperação da saúde mental, emocional e física". E não ser uma academia para se recuperar em agosto o que não se conseguiu lecionar em fevereiro. "As aprendizagens não são como as cadeiras. É um processo global de desenvolvimento das crianças e dos jovens", defendeu a líder do BE.

Entre as medidas propostas, o Bloco defende ainda a revisão dos escalões da Ação Social Escolar de modo a abranger mais alunos, a realização de um concurso de vinculação extraordinária de professores e a criação de apoios para docentes deslocados, além do desdobramento de turmas, redução de alunos por turma e a coadjuvação em sala de aula de modo a serem dadas possibilidades às escolas de promoverem um ensino mais personalizado.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG