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Bloco encerra campanha com "apelo à inteligência" dos madeirenses

Bloco encerra campanha com "apelo à inteligência" dos madeirenses

O cabeça de lista do Bloco de Esquerda às eleições legislativas da Madeira do próximo domingo fez hoje, no último dia da campanha, um "apelo à inteligência" dos madeirenses.

"O BE quer fazer um apelo à inteligência dos madeirenses, dos socialistas descontentes, dos sociais- democratas que já não se revêem nesta política de desgraça financeira e social de Alberto João Jardim e do PSD, e até à dos democratas cristãos progressistas que não se revêem no conservadorismo bafiento de uma certa direita e acham que é preciso no parlamento com mais força para defender os madeirenses", disse Roberto Almada numa conferência de imprensa no Funchal.

O candidato bloquista insular salientou que "os próximos quatro anos serão extremamente difíceis", realçando que "querem e vão certamente impor aos madeirenses um programa de resgate financeiro muito duro que vai cortar nos salários, retirar direitos e colocar nas costas das famílias e trabalhadores uma canga".

Segundo Roberto Almada, "querem fazer com que estes (madeirenses) paguem a irresponsabilidade governativa dos últimos 30 anos".

Sustentou que "no próximo domingo o voto não se resume a um minuto que se gasta na câmara de voto para por a cruz, é para os próximos quatro anos".

Para o candidato regional do BE, é necessário "dar mais voz e mais força" ao partido no Parlamento da Madeira, que, garante, será "uma oposição sem medo" na defesa dos interesses e direitos dos madeirenses.

"Os madeirenses têm que ser defendidos e não são, na sua maioria, responsáveis pela situação de calamidade financeira e social que a Região Autónoma da Madeira atravessa", disse.

Roberto Almada garantiu também que este partido não vai "admitir que os madeirenses, que já têm às costas um programa de austeridade nacional que também vem da irresponsabilidade do PS, vão ficar com um novo programa de austeridade, agora pela irresponsabilidade das governações do PSD na Madeira".

Por isso, apelou ao voto dos eleitores do PSD, PS e CDS que "já não se revêem" nos seus partidos e aos abstencionistas para que não fiquem em casa.

"Porque ficar em casa é dar força aos que levaram o país e a região a esta situação de desgraça social, ficar em casa é ser conivente com tudo o que aconteceu, é não mudar nada", frisou.

O BE, que tem um deputado na Assembleia Legislativa da Madeira que é composta por 47 elementos e teve na última legislatura uma maioria do PSD com 33 representantes, aposta neste sufrágio, na eleição, pela primeira vez, de um grupo parlamentar.