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Bombeiros socorrem-se e sobrevivem com negócios alternativos

Bombeiros socorrem-se e sobrevivem com negócios alternativos

São homens e mulheres sem farda os que estão à frente das associações humanitárias do país a fazer autêntica ginástica financeira.

Para conseguirem fontes de rendimentos além das verbas públicas, criam negócios paralelos. "Há teatros, cinemas, piscinas, creches, infantários, um conjunto de projetos que os bombeiros desenvolvem para conseguir colmatar as grandes insuficiências económico-financeiras". Quem o diz é Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, que explica que "as verbas transferidas do Orçamento do Estado e das câmaras municipais não chegam, juntas, a 50% do orçamento das associações" e "são vergonhosas".

Em Esmoriz, os bombeiros construíram uma piscina, ao passo que os de Castelo de Paiva criaram uma clínica de saúde. Num caso, ainda não há lucro, no outro, é muito reduzido. Tudo porque, muitas vezes, diz Marta Soares, "as associações ainda se substituem às câmaras para dar o mínimo de estruturas a que as populações têm direito". Fazem-se valer de associados, beneméritos, empresas e campanhas natalícias para conseguirem saldo positivo. Mas isso não chega. "Todos os dias são um sufoco na vida da maioria das associações humanitárias".

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