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Brisa também distribuiu águas na A1 na zona de Albergaria

Brisa também distribuiu águas na A1 na zona de Albergaria

A Brisa diz que mobilizou "várias equipas para distribuição de águas, e que deu prioridade a crianças e idosos", durante o período de tempo em que milhares de automobilistas ficaram retidos na A1, devido ao incêndio que deflagrou no passado domingo, na zona de Albergaria.

Segundo a concessionária, no meio da operação, um condutor agrediu um técnico da empresa por este estar a privilegiar estes grupos vulneráveis. Sobre a sugestão dos percursos alternativos, refere que estes foram seguindo as instruções da Proteção Civil e da GNR. As filas chegaram a atingir 15 quilómetros, recorde-se, e o trânsito esteve cortado sete horas.

"Houve apoio, a Brisa também distribuiu água. A prioridade foi fazê-la chegar às crianças e idosos", conta porta-voz da Brisa. "Houve até quem não compreendesse essa prioridade. Alguém começou a agredir um encarregado e este teve mesmo de se fechar na carrinha". A responsabilidade por esse auxílio, explica ainda, "sendo uma calamidade, deve ficar a cargo da Proteção Civil e outras autoridades do Estado. O que sempre acontece é que a Brisa se associa com os meios que detém para ajudar". O que pode ter acontecido, continua a esclarecer, "é que terá havido dificuldade em conseguir chegar a todas as pessoas".

Foram muitas as críticas à falta de apoio prestada pela concessionária durante as longas horas em que muitas pessoas foram obrigadas a permanecer bloqueadas no interior das viaturas na autoestrada. No meio do caos provocado pela espera, um casal voluntarioso acabou por ser notícia. Percebendo as dificuldades dos passageiros em adquirir água, tomou a iniciativa de comprar mil litros de água e de a oferecer às famílias.

Para o jurista da DECO, ouvido pelo JN, a lei que define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias, entre elas as autoestradas, não contempla claramente este tipo de situações. De qualquer modo, a lei exclui a responsabilidade da concessionária "em casos de força maior", nas quais se inclui "fogo ou raio". Ainda assim, José Miguel Trigoso, presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, defende que mesmo não havendo obrigação legal, seria de esperar, por uma questão ética, que a empresa se importasse com o bem-estar dos seus clientes.

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