Consumo

Burlas com SMS custam 1 milhão por ano aos consumidores

Burlas com SMS custam 1 milhão por ano aos consumidores

Se receber uma SMS em nome do "seu" banco, de uma cadeia de supermercados ou do seu fornecedor de energia com um pedido de atualização de dados, ameaça de corte de luz ou a promessa de um prémio se preencher uns dados, desconfie. É provável que seja burla.

Em 2019, só ao Portal da Queixa chegaram 5580 relatos de consumidores que viram desaparecer dinheiro da sua conta, mais 14,3% do que em 2018. E não dá sinais de abrandar. Este ano, em cerca de dois meses, já são 1118 casos de burlas por SMS/telemóvel, um disparo de 42,6% face ao ano passado. E com custos elevados: 1 milhão de euros ano, calcula o Portal da Queixa só com base nas reclamações recebidas.

Um fenómeno crescente. "Nos últimos cinco anos verificamos um aumento do número de casos relatados", diz Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa. De 1681 reclamações em 2015, cresceu 231,9% até ao final do ano passado. "Muitos consumidores utilizam hoje em dia ferramentas que não conheciam há cinco anos, que acreditam serem essencial para se sentirem integrados na sociedade digital, ficando assim vulneráveis a novos esquemas de burla", diz Pedro Lourenço. "A tendência é continuar a crescer nos próximos anos, o que poderá estabilizar com uma estratégia global".

Impedir estes esquemas não é fácil. "Existem muitos mecanismos externos ao controlo das operadoras de telecomunicações para o envio massivo de SMS, com o intuito de burlas aos mais incautos", admite. O envio pode ser feito por "bots" (máquinas) e "na sua maioria são executadas por organizações criminosas localizadas fora de Portugal".

O melhor é desconfiar se lhe oferecerem um prémio para responder a umas perguntas e pesquise na Internet relatos de casos semelhantes. "Os consumidores vítimas de burla devem apresentar queixa à Polícia, para a abertura de processos de investigação criminal".

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