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"Cada um de nós é um político": Marcelo incentiva jovens a participar na política

"Cada um de nós é um político": Marcelo incentiva jovens a participar na política

O presidente da República apela aos jovens a participarem ativamente na política, nas "coisas pequenas" da sua vida, e não só através dos meios clássicos. Num encontro na Livraria Barata, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse aos jovens que lhes cabe "inovar" e rejuvenescer a política para garantir um futuro melhor.

"Políticos não são eles ou elas. Cada um de nós é um político. (...)Ir para a escola, para a rua, para o bairro, para o clube desportivo, participar num grupo musical, num grupo artístico...." "É nas coisas pequenas, nas bases dá-se a mudança", disse Marcelo Rebelo de Sousa durante um encontro com um grupo de seis estudantes que se revelaram pouco interessados na política.

"A política faz parte do dia-a-dia. A política trata-se de resolver problemas e encontrar soluções", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa iniciativa da "Cabine de Leitura", uma rede de micro-bibliotecas no âmbito do Festival da Palavra, que tem como objetivo promover as livrarias de rua.

Com a "proximidade" como tema, Marcelo teve uma conversa próxima de cerca de uma hora com 6 jovens na Livraria Barata, em Lisboa, estudantes do ensino secundário do Liceu Rainha D. Leonor e do Colégio Sagrado Coração de Maria que assumiram sentir-se distantes da política.

Marcelo afirma ser preciso inovar. Os jovens têm capacidades de o fazer e estão pouco acomodados, ao contrário dos mais velhos que estão muito presentes na política partidária, disse. Lembrou ainda que há uma renovação geracional muito lenta da política - "o sistema envelheceu".

O presidente da República lembrou que os movimentos estudantis e de jovens, como por exemplo os da ecologia, acabaram por influenciar a política partidária e os programas dos partidos que passaram a dar atenção a esses problemas. É devido à força destes movimentos que a política de sistema começou a incluir estes temas nas suas agendas, defendeu. "Os que contam votos têm de perceber movimentos".

Lembrando os tempos do antigo regime, Marcelo apontou que na sua juventude existiam, apesar das limitações, iniciativas de jovens com diversos objetivos (como conseguir mais liberdades, acabar com a guerra colonial, mudar a situação do país com base no que se conhecia do estrangeiro), por vezes fundando cineclubes. "Mas em que se falava de política", disse, lembrando também as colunas de opinião nos jornais e as rádios.

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Os jovens presentes apontaram ao presidente o facto de os políticos não falarem para os jovens, não haver confiança no sistema devido à corrupção e existir muita pobreza. Um jovem apontou o desinteresse pelo país e a vontade de emigrar como uma das razões para a abstenção. Outro jovem expôs ao presidente a sua ideia de que havia um grande mediatismo da política nacional, afirmando que há um "Big Brother" da política.

Em resposta, o presidente da República afirmou ser necessário olhar para além do mediatismo, admitindo que há o risco de questões fundamentais passarem para segundo plano.

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