Exclusivo

Câmaras obrigadas a intervir para travar aumento da fome

Câmaras obrigadas a intervir para travar aumento da fome

Mais de 89 mil pessoas precisam da ajuda dos municípios para ter o que comer todos os dias. A pandemia trouxe mais fome ao país, com famílias que tinham vidas estáveis a perderem todo ou parte do seu rendimento.

As carências agigantam-se e a maioria das autarquias une esforços com o Estado e as instituições sociais para alimentar a população, reforçando a entrega de refeições, de cabazes e até de vales que podem ser trocados por alimentos no comércio local.

O mapa da fome não distingue regiões, embora tenha uma presença particularmente penalizadora no Algarve, onde o desemprego disparou. Das 178 câmaras que responderam ao inquérito do JN, só quatro não possuem programas de apoio alimentar direto ou indireto (em parceria com IPSS, juntas, paróquias e/ou Segurança Social) e 87,3% sentiram necessidade de reforçar a oferta durante e após o confinamento, confrontadas com o avolumar dos pedidos de auxílio. Ovar, o único concelho sujeito a cerca sanitária, passou de 585 cabazes mensais (2094 pessoas) para 741 cabazes (2949 pessoas).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG