Oncologia

Campanha alerta: "O cancro mata mais que a covid"

Campanha alerta: "O cancro mata mais que a covid"

Campanha da Sociedade Portuguesa de Oncologia apela a que os doentes procurem auxílio médico aos primeiros sintomas.

Fraqueza generalizada, perdas de sangue, nódulos que não desaparecem, emagrecimento excessivo sem motivo aparente ou alterações nos hábitos intestinais são alguns dos sintomas que, quando persistem, mostram que é urgente uma avaliação médica.

É esse o alerta da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que vai lançar uma campanha, este mês, para apelar aos portugueses que continuem a olhar pela sua saúde, mesmo em tempos de pandemia. "O cancro não espera em casa" é o mote.

"Além da covid-19, há doenças que são graves e das quais não nos podemos esquecer. O cancro mata mais do que a covid. Queremos pedir às pessoas para que, se sentirem alguns dos sintomas mais conhecidos, e os mesmos forem persistentes, procurem ajuda médica", apela Ana Raimundo, presidente da SPO. "Se não conseguirem à primeira, não devem desistir", adverte.

Na sequência da pandemia, a comunidade médica oncológica tem verificado, segundo a SPO, que "os doentes estão a aparecer em estádios mais avançados da doença". Uma realidade que dificulta o processo de cura, visto que, frisa Ana Raimundo, "a doença já está disseminada e, em alguns casos, metastática". A necessidade de haver adesão a rastreios do cancro é, por isso, "essencial".

Quebra de 60 a 80%

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De acordo com a SPO, "o impacto da pandemia causou uma quebra de 60 a 80% dos novos diagnósticos de cancro, número que os especialistas querem reverter em 2021". "Houve quebra nos diagnósticos e nas primeiras consultas. De resto, a ideia que temos, até através de um questionário que fizemos aos oncologistas, de diversos serviços do país e relativo aos meses de março e de abril, é que os doentes diagnosticados continuaram a ser tratados e acompanhados, na sua maioria", ressalva Ana Raimundo.

Apesar de ter havido acompanhamento de muitos doentes, a SPO relembra que, no início da pandemia, houve suspensão de cirurgias oncológicas não urgentes e de consultas de acompanhamento não urgentes. E que, em maio de 2020, já tinha havido "menos 2500 cirurgias oncológicas, desde janeiro, face ao período homólogo do ano anterior".

A campanha "O cancro não espera em casa" vai decorrer, essencialmente, nas redes sociais, com o apoio de figuras públicas que se associaram à causa.

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