Análise

A abstenção merece a nossa reflexão

A abstenção merece a nossa reflexão

O CDS apresentou-se nestas eleições europeias como a alternativa à Direita, com propostas concretas, baseadas na nossa convicção de que a Europa se constrói respeitando a soberania dos estados, e não a substituindo por diretórios que tomam decisões, por exemplo fiscais, sem consideração pelas especificidades de cada povo.

E também sabendo que Portugal não pode desperdiçar as oportunidades de crescimento que os fundos europeus proporcionam, como infelizmente tem acontecido.

O nosso objetivo era crescer e aumentar o número de deputados eleitos. Mantivemos a nossa representação no Parlamento Europeu, o que significa que ficamos aquém do objetivo. Da mesma forma, o elevado número de eleitores que escolheu optar pela abstenção merece também a nossa atenção e reflexão. Por outro lado, a fragmentação do voto à direita e o aparecimento de novos partidos nesse espaço traduziu-se numa polarização do voto e não num aumento dos mandatos, tendo o CDS e o PSD mantido a mesma representação no Parlamento Europeu. Na realidade, o que tivemos foi a transferência de votos de Marinho e Pinto e do PCP para o BE, o PS e o PAN, a grande surpresa da noite eleitoral.

Agora, em conjunto com os partidos não socialistas, continuaremos a trabalhar, porque não nos conformamos com o facto de Portugal estar sistematicamente a disputar um lugar entre os países que menos crescem na Europa.

Sabemos que Portugal pode e merece mais. E isso faz-se não desperdiçando oportunidades, apostando na iniciativa privada, nos trabalhadores e nas empresas, que são o verdadeiro motor do crescimento económico. Por isso mesmo, continuaremos a apresentar uma alternativa a este Governo, que é responsável pela maior carga fiscal de sempre. Porque sabemos que, quando a economia cresce, o Estado não pode e não deve ficar com a parte de leão deste crescimento.