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Catarina Martins diz que é um erro deixar decisões importantes a uma minoria

Catarina Martins diz que é um erro deixar decisões importantes a uma minoria

A coordenadora do BE, Catarina Martins, apelou à participação nas eleições europeias porque é importante usar o poder do voto, avisando que "deixar a uma pequena minoria as decisões sobre a vida coletiva é um erro".

Catarina Martins votou hoje de manhã na Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, tendo chegado pontualmente às 10 horas e votado de imediato, uma vez que não havia qualquer fila na mesa 19.

"As decisões só podem ser bem tomadas se as pessoas participarem. Deixar a uma pequena minoria as decisões sobre a nossa vida coletiva é um erro e portanto é muito importante que as pessoas usem o poder que é o do seu voto para participarem nas escolhas que são determinantes sobre os aspetos muito concretos da nossa vida", apelou.

Este pedido, segundo Catarina Martins, é o que "faz toda a gente que acha que a democracia é para levar a sério".

"Na democracia todos nós temos uma palavra a dizer sobre o nosso futuro e votar é uma das partes muito importantes de ter voz ou dizer sobre o que vai acontecer", explicou.

A líder bloquista lembrou ainda, a propósito destas eleições, que nos próximos anos serão tomada decisões muito importantes na União Europeia.

"Toda a gente percebe como a União Europeia está a viver um período complicado, que há decisões que vão ser determinantes para tomar nos próximos tempos. As decisões serão tão melhores, vão responder tão melhor por quem aqui vive, por quem aqui trabalha quanto mais pessoas forem votar e puderem escolher, usarem o seu poder de escolher o que querem da nossa vida coletiva", disse.

Por isso, Catarina Martins insistiu mais do que uma vez na participação das pessoas nas eleições de hoje.

"O apelo que eu faço é esse: que toda a gente venha votar. Está um bom dia, mas seguramente há tempo para tudo", reiterou.

A líder do BE aproveitou para "lembrar que pela primeira vez nestas eleições há boletim de voto em braille, o que é importante do ponto de vista da inclusão".

"Neste momento não há filas, se não sabe do cartão de eleitor não é um problema porque não é preciso o cartão eleitor, basta o número do cartão do cidadão. É fácil saber onde se vai votar e portanto julgo que não há nenhum obstáculo a que alguém exerça o seu direito de voto hoje", destacou.

Na perspetiva de Catarina Martins "estão reunidas as condições para todas as pessoas usarem o seu poder de escolher, que é o seu voto".

"O Parlamento Europeu é o órgão da União Europeia que é eleito diretamente pelos cidadãos e portanto é aquele órgão onde os cidadãos podem fazer sentir a sua voz, fazer sentir a sua escolha. Abdicar desse poder seria um erro. O poder dos cidadãos e cidadãs é o que faz a democracia", lembrou.

A democracia tem muitos problemas, assumiu a líder do BE, "mas abdicar daquele poder que temos não resolve nenhum problema, só os aprofunda".

Cerca de 10,7 milhões de eleitores são hoje chamados a eleger os 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu, numas eleições a que concorrem 17 listas.

Votam para as eleições ao Parlamento Europeu cerca de 400 milhões de cidadãos dos 28 países da União Europeia, que elegem, no total, 751 deputados.

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