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Centeno critica "coro de penitentes" e devolve a Passos acusação de ilusionismo

Centeno critica "coro de penitentes" e devolve a Passos acusação de ilusionismo

O ministro das Finanças criticou, na quarta-feira, "o coro de penitentes" que se enganou em 2016 sobre o futuro de Portugal, e considerou que quem fala agora em "ilusionismo" falhou todas as metas e ignora o profissionalismo.

Estas críticas foram feitas por Mário Centeno no jantar comício do PS em Setúbal, num longo discurso em que assumiu como prioritário o combate à abstenção (até como forma de travar o populismo) e em que defendeu que Portugal "é líder na criação de emprego" na União Europeia e se encontra nos últimos anos em convergência.

Nesta sua intervenção, Mário Centeno visou sobretudo recentes posições assumidas pelo ex-presidente do PSD Pedro Passos Coelho, que caracterizou o atual Governo como "ilusionista".

"Como seria de esperar, lá temos observado nos últimos dias o habitual coro de penitentes relembrando-nos quão errados estavam em 2016, porque não acreditaram neste Governo, nem na enorme força de transformação dos portugueses. Sim, havia uma alternativa e as soluções que adotámos são agora um exemplo para a Europa", sustentou.

De acordo com Mário Centeno, "esse coro de penitentes, alardeando o mesmo véu de ignorância com que sempre acenaram, confundem hoje trabalho e superação com truques de ilusionismo".

"É muito sintomático que, quem confunde profissionalismo com ilusionismo, nunca tenha conseguido atingir uma única meta a que se tivesse proposto. Falharam todas as metas a que se propuseram e agora falam de ilusionismo", disse, numa nova crítica indireta dirigida ao ex-primeiro-ministro.

Na sua intervenção, Mário Centeno também devolveu a crítica de "ilusionismo" aos responsáveis do anterior Governo.

"Depois de termos visto em pleno ano eleitoral de 2015 um simulador de devolução de sobretaxa [de IRS], que depois das eleições se evaporou, então sabemos bem quem domina a arte do ilusionismo e que com o que deles podemos contar", declarou, numa nova alusão ao executivo de Passos Coelho.