Europeias

Costa critica PCP e BE por continuarem amarrados ao voto de protesto

Costa critica PCP e BE por continuarem amarrados ao voto de protesto

O secretário-geral do PS afirmou, na quarta-feira, que PCP e o Bloco de Esquerda afastaram-se do voto de protesto em Portugal, mas não o fizeram na Europa, considerando este tipo de posicionamento inútil para a resolução de problemas.

António Costa falava no encerramento do jantar comício do PS em Setúbal, após uma intervenção do seu ministro das Finanças, Mário Centeno, num discurso em que fez pela primeira vez nesta campanha europeia referências críticas ao Bloco de Esquerda e ao PCP.

"Eu julgava que os partidos que há três anos e meio, connosco, construíram esta solução governativa já tinham percebido que mais vale estarem comprometidos com uma solução de Governo do que se manterem arredados numa mera posição de protesto. Infelizmente, vejo que aprenderam em Portugal, mas ainda não aprenderam na Europa", declarou.

Neste contexto, António Costa defendeu que o que "conta para as pessoas, para cada um dos portugueses, não é o protesto, mas sim as soluções concretas para a vida de cada um - soluções que criam emprego, melhoram rendimentos e devolvem confiança no futuro dos seus filhos".

"É soluções que as pessoas desejam", sustentou, antes de mais à frente voltar a criticar o posicionamento dos seus parceiros de esquerda no Governo e de preconizar que só o voto no grupo socialista pode derrotar a direita europeia.

"O voto de protesto pode lavar a consciência, mas o voto de protesto não resolve nenhum problema a nenhuma portuguesa e a nenhum português. O voto de protesto em nada contribui para derrotarmos a direita conservadora que o PSD e o CDS representam aqui em Portugal, e que temos de derrotar na Europa", declarou.