Polémica

Partidos "perdoam" ao Patriarcado de Lisboa o apelo ao voto na Direita

Partidos "perdoam" ao Patriarcado de Lisboa o apelo ao voto na Direita

O facto de o Patriarcado de Lisboa ter assumido uma "imprudência" e ter retirado da página do Facebook uma publicação em que era feito um apelo ao voto nos partidos contra a eutanásia e contra o aborto, fez com que partidos e candidatos às eleições europeias desvalorizem o ato.

A página que, em última instância, é da responsabilidade de D. Manuel Clemente, o Cardeal Patriarca, publicou um gráfico elaborado pela Federação Portuguesa pela Vida onde constava o nome dos partidos e as suas posições sobre diversos temas polémicos. Rui Rio, o líder do PSD, desvalorizou a publicação e reiterou que a partir do momento em que o Patriarcado "assume que foi uma imprudência, está tudo bem".

Também Nuno Melo, do CDS, afirmou que "nenhuma entidade tem que fazer apelos", embora afirme que, no CDS, levam "a vida a assistir a apelos de entidades em relação a outros partidos". "A retirada do post e o reconhecimento do erro, resolveram a questão", afirmou João Ferreira, da CDU. Da parte de Pedro Marques, do PS, "o Patriarcado já esclareceu que houve qualquer coisa que correu mal, que foi corrigida e que houve um lapso". Todos dão o assunto como encerrado.

Na publicação em causa, foram colocados lado a lado nove partidos que concorrem às eleições europeias, agendadas para 26 de maio, e feito uma espécie de resumo da posição de cada uma daquelas forças políticas em temas que são fundamentais para a Igreja: "Vida por nascer", "Rejeição eutanásia", "Liberdade de educação", "Oposição ideologia de género", "Proibição barrigas de aluguer" e "combate à prostituição". Com estes critérios, o gráfico "mostrava" que há três partidos que defendem todas as causas também defendidas pela Igreja: o CDS, o Basta e o Nós Cidadãos. Contra o que é defendido pela Igreja, e ainda de acordo com o gráfico, está o PS, o Bloco de Esquerda e o PAN. Com opiniões intermédias estão o PSD, a Aliança e a CDU.