Regresso

Passos acusa Costa e Centeno de "ilusionismo"

Passos acusa Costa e Centeno de "ilusionismo"

Ex-líder do PSD fala em "truques" do Governo para disfarçar austeridade e pesada carga fiscal

Passos Coelho acusou o Governo de recorrer a "truques", por acenar com o fim da austeridade e simultaneamente ter "mais cativações do que qualquer outro". Para o ex-primeiro-ministro, que aconselhou o cabeça de lista do PSD a ver os ataques dos adversários como "medalhas", Costa e Centeno provaram que são peritos em "ilusionismo".

Num almoço de campanha, ontem em Cascais, o ex-líder do PSD mostrou que os meses que leva longe dos holofotes não fizeram esmorecer a memória das hostes laranjas - e sinal disso foi um aplauso unânime e de pé de 450 pessoas - e que mantém o tom acutilante contra António Costa, tal como quando se afastou da política, há ano e meio.

Passos disse que, a par das cativações de Centeno, o PS impôs a maior "quebra do investimento" e "a mais alta carga fiscal". "Agora não falam do enorme aumento de impostos do ministro Gaspar, quando são eles os campeões da carga fiscal", apontou, arrebatando o maior aplauso do almoço.

"Não há nenhum ilusionista que, para fazer a sua magia, não crie ao lado um truque para desviar atenção", sublinhou.

Rangel aproveitou o almoço para, em resposta às críticas do PS ao regresso de Passos, atirar que o PSD não esconde os antigos líderes "atrás do biombo ou atrás dos arbustos" como o PS e disse que Pedro Marques anda "à boleia ou a reboque" de Costa.

Hoje, é a vez de Manuela Ferreira Leite mostrar o seu apoio a Rangel, em que apostou pela primeira vez nas europeias de 2009, que o atual eurodeputado viria a vencer frente ao candidato do PS, Vital Moreira. A antiga presidente do PSD é esperada num almoço em Ansião.

Nuno Melo sente apelo de Rangel como um insulto

O cabeça de lista CDS considerou "um insulto" o apelo que Paulo Rangel lançou anteontem, de que o voto "fora do PSD" nas eleições do próximo domingo será "um voto fútil". Numa ação de campanha em Setúbal, Nuno Melo defendeu que "em democracia não há votos fúteis". "A expressão voto fútil acaba por ser um insulto", disse.