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Patriarcado de Lisboa apelou ao voto em partidos "pró-vida" e recuou

Patriarcado de Lisboa apelou ao voto em partidos "pró-vida" e recuou

O Patriarcado de Lisboa partilhou na sua página de Facebook uma publicação em que é feito um apelo, indireto, ao voto no CDS, no Basta ou no Nós Cidadãos. "Uma imprudência", admitiu ao JN.

A página, que em última instância, é da responsabilidade de D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca, publicou um gráfico a propósito da posição que as forças políticas têm a propósito de temas como o aborto ou a eutanásia.

O gráfico onde constavam todos os partidos políticos concorrentes às Eleições Europeias e a sua posição perante questões como o aborto ou a eutanásia, foi retirado cerca de duas horas após ter sido tornado público.

A imagem em causa foi feita pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) e, de acordo com o que se pode ler na sua legenda, as informações ali dispostas resultam tanto da leitura dos programas como das respostas que deram os partidos àquela associação sobre cada um dos temas em questão.

Após diversas críticas nas redes sociais pela publicação do documento, fonte do Patriarcado de Lisboa, questionada pelo JN, afirmou que a publicação do gráfico "foi uma imprudência". A mesma fonte, explicou ainda que, para o Patriarcado, "é essencial que toda a gente tenha a possibilidade de discernir o seu voto".

Na imagem, são colocados lado a lado nove partidos que concorrem às eleições europeias, agendadas para 26 de maio, e era feito uma espécie de resumo da posição de cada uma daquelas forças políticas em sete temas que são fundamentais para a Igreja: "Vida por nascer", "Rejeição eutanásia", "Liberdade de educação", "Oposição ideologia de género", "Proibição barrigas de aluguer" e "combate à prostituição". Com estes critérios, há três partidos que defendem todas as causas também defendidas pela Igreja: o CDS, o Basta e o Nós Cidadãos. Contra o que é defendido pela Igreja, e ainda de acordo com o gráfico, está o PS, o Bloco de Esquerda e o PAN. Com opiniões intermédias estão o PSD, a Aliança e a CDU.

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