Europeias

Pedro Marques diz que Paulo Rangel tem "problema com verdade"

Pedro Marques diz que Paulo Rangel tem "problema com verdade"

"Vão ao meu Facebook de campanha", recomendou Pedro Marques aos que o acusam de não andar na rua.

O cabeça de lista do PS às europeias, Pedro Marques, negou ter medo de fazer campanha na rua e garantiu que não teme o teste à sua popularidade, esta segunda-feira de manhã, durante uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Bragança, onde iniciou a campanha eleitoral para as eleições.

O candidato do PS foi acusado pelo candidato do PSD, Paulo Rangel de não ir para a rua, respondendo-lhe que "há três meses" que anda na rua em pré-campanha. "Vão ao meu Facebook de campanha antes de fazer esse tipo de crítica, para não dizerem coisas disparatadas. Desde Portimão ao Alto Minho, Porto, Matosinhos, Lisboa, a campanha de rua tem sido muito forte e positiva no sentido em que os portugueses têm recebido bem", afirmou.

O candidato socialista aproveitou para devolver as criticas ao adversário. "Paulo Rangel tem sido um especialista em crítica e maledicência, tem um problema com a verdade. Eu já falei com milhares de pessoas por todo o país. Uma pequena consulta às redes sociais permitirá encontrar dezenas e dezenas de campanhas de rua e encontros com as pessoas", reiterou Pedro Marques, esclarecendo ainda que idosos institucionalizados com quem falou até lhe cantaram uma canção. "Eu não tenho nenhum problema de empatia e de falta de paciência como parece ter Paulo Rangel. A minha campanha é de esclarecimento", sublinhou.

Durante a visita à Santa Casa da Misericórdia de Bragança, nomeadamente à Unidade de Cuidados Continuados, Pedro Marques lembrou o trabalho feito na Rede Nacional de Cuidados Continuados, que representa 9 mil camas em todo o país, e lançou críticas à Direita.

"[A Rede] foi criada quando eu estava no Governo. É um dos bons exemplos do trabalho social que tem sido feito em Portugal, mas há mais, como as creches e os lares que representa uma diferença clara em relação à Direita nesta matéria. Quando eu estive no Governo, criei o Programa Pares, que permitiu criar 400 creches em Portugal e centenas de equipamentos sociais. A Direita quando governou na Programação do Portugal 2020 cortou 70% dos fundos comunitários para o apoio a instituições sociais. Esta é uma diferença muito clara, não cortou só os rendimentos sociais e as pensões para idosos, a Direita que quer o voto para ir para a Europa cortou também os apoios sociais e os equipamentos das IPSS. E nem foi coisa pouca, foram 70%", reafirmou o socialista, destacando que a Europa tem que ser solidária com as regiões mais afastadas e em risco de perder população e emprego.

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