Eleições

Pedro Marques quer alterações climáticas no "centro da agenda" europeia

Pedro Marques quer alterações climáticas no "centro da agenda" europeia

O candidato socialista europeu Pedro Marques assumiu, esta quinta-feira, querer manter o tema das alterações climáticas no "centro da agenda" europeia, considerando que é preciso "fazer mais", embora a Europa esteja no bom caminho.

"Não deixar que as alterações climáticas saiam do centro da agenda da Europa é uma das nossas prioridades", assumiu Pedro Marques, em declarações à Lusa, saudando os jovens por mostrarem "que esta geração se preocupa com a sustentabilidade" do planeta, a propósito da greve agendada para dia 24.

Para a próxima sexta-feira está agendada a segunda greve mundial de estudantes pelo clima, que visa, mais uma vez, exigir dos políticos ações concretas contra as alterações climáticas e deverá levar para as ruas milhares de alunos.

O cabeça de lista socialista elegeu a descarbonização da mobilidade nos transportes, a utilização de energias renováveis e a redução da utilização de plásticos como algumas das medidas que devem ser tomadas no combate às alterações climáticas.

"Fomos ambiciosos na Europa na definição de metas e estamos no bom caminho por exemplo, em Portugal, na área das energias renováveis", destacou, acrescentando que foi também dado agora "um passo muito importante" no transporte público com a medida dos passes sociais.

Pedro Marques considerou, no entanto, que é necessário "agir muito mais", porque 2050 "é já" e para se atingir a neutralidade carbónica nesse ano, em todo o mundo, "os jovens em particular exigem mais ação agora", por parte da Europa.

"Nós precisamos de promover muito mais transporte público, promover muito mais o transporte de mercadorias através de uma mobilidade eficiente em termos energéticos, nomeadamente, a ferrovia e o transporte marítimo", ilustrou.

O combate às alterações climáticas tem sido uma das linhas essenciais do discurso de Pedro Marques durante a campanha eleitoral para as próximas eleições europeias, no dia 26.

Em diversas ocasiões, o candidato socialista tem criticado a direita europeia por, segundo ele, travar "um consenso mais ambicioso" em termos de metas para o combate às alterações climáticas.

A primeira greve de estudantes pelo clima aconteceu a 15 de março deste ano e juntou, segundo a organização (www.fridaysforfuture.org), pelo menos 1,6 milhões de jovens de 125 países, incluindo Portugal, onde se realizaram protestos em mais de 20 cidades.

Os estudantes inspiram-se na jovem ativista Greta Thunberg, de 16 anos, que todas as sextas-feiras falta às aulas, indo para junto do parlamento da Suécia em protesto contra o que chama de "crise climática".