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Líderes apostam em arruadas pelo Porto e Lisboa para terminar campanha

Líderes apostam em arruadas pelo Porto e Lisboa para terminar campanha

Na reta final da campanha para as eleições europeias de domingo, os líderes concentram esta sexta-feira à tarde as energias em arruadas pelos centros do Porto e de Lisboa para ajudar os seus candidatos num derradeiro apelo ao voto, após terem percorrido milhares de quilómetros pelo país.

A Baixa portuense é o palco escolhido pelo Bloco de Esquerda, pelo CDS e pelo PSD para a campanha de rua do último dia oficial de campanha. A coordenadora bloquista, Catarina Martins, estará ao lado da candidata Marisa Matias numa arruada com encontro marcado às 17 horas, na Rua de Santa Catarina, junto à estação de metro do Bolhão.

Meia hora depois, o CDS dá início a uma arruada com a presidente do partido, Assunção Cristas a juntar-se ao cabeça de lista Nuno Melo. O encontro será na Praça dos Leões, junto à Reitoria da Universidade do Porto.

Já pelas 18 horas, Rui Rio junta-se à caravana de Paulo Rangel para uma arruada que começará junto à estação do Bolhão e, uma hora depois, haverá intervenções, incluindo do presidente do PSD, na Praça da Batalha.

Em Lisboa, a candidatura socialista de Pedro Marques conta também esta sexta-feira com o apoio do secretário-geral. Após descerem o Chiado, candidatos e António Costa encerram a campanha com um comício por volta das 19 horas na Praça do Município.

Para uma arruada da candidatura da CDU pela Rua do Carmo, em Lisboa, às 18 horas, o cabeça de lista João Ferreira conta também com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Quanto às últimas iniciativas de encerramento oficial, enquanto a do PSD será mesmo no Porto, a líder do CDS ruma até Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, para um jantar e Catarina Martins estará no fecho da campanha em Coimbra. Jerónimo de Sousa também não fica em Lisboa e encerra a campanha de João Ferreira participando num comício no Seixal, após um jantar em Loures.

Para trás, ficam muitos milhares de quilómetros. Questionada pelo JN sobre o território percorrido, a candidatura socialista de Pedro Marques diz que, "neste período de campanha e pré-campanha", fizeram "27 mil quilómetros". E, durante estas duas semanas de período oficial de campanha, percorrem os 18 distritos, e foram aos Açores e à Madeira. Na primeira semana, a candidatura explica que a prioridade foi visitar empresas com uma grande dimensão de inovação, por serem aquelas que mais acedem a fundos comunitários do atual quadro, e instituições sociais. Isto no sentido de trazer para a campanha o trabalho de Pedro Marques quando era secretário de Estado da Segurança Social. Nesta última semana, a aposta recaiu sobretudo no contacto com a população.

Sem contabilizar, a CDU fala, por sua vez, de "alguns milhares de quilómetros, mais de 30 concelhos de 11 distritos, sete dos quais predominantemente sem influência maioritária", indo ao encontro do discurso de João Ferreira que tem destacado que não se limita a fazer campanha em tradicionais bastiões comunistas.

Pelo CDS, a candidatura de Nuno Melo destaca o número de quilómetros percorridos na fase final da campanha: 8100 km desde 10 de maio até esta sexta-feira. Numa campanha de lés-a-lés, que inclui também Madeira e Açores, a candidatura destaca que a estratégia foi a de apresentar todos os dias uma proposta numa ação específica para isso. Dos temas que privilegiou, destaca por exemplo as áreas da agricultura, proteção social, transportes, segurança, proteção civil, incêndios e fundos comunitários, sendo que estes últimos geraram polémica entre candidaturas.

O Bloco de Esquerda respondeu, por sua vez, ter percorrido 10 mil quilómetros na campanha oficial, enquanto a candidatura social-democrata de Paulo Rangel não forneceu qualquer contabilidade de quilómetros, embora notando que estiveram em todos os distritos e também nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. A candidatura do PSD sublinha temas como proteção civil, desinvestimento do Estado nesta área e também na Saúde, bem como as visitas realizadas a médias e pequenas empresas em setores estratégicos.