Europeias

"Moda" pelo PAN não entra na terra dos touros de morte

"Moda" pelo PAN não entra na terra dos touros de morte

Barrancos foi o único concelho do país onde o PAN (Pessoas-Animais Natureza) não conseguiu um único voto nas europeias de domingo.

As eleições europeias de domingo confirmaram uma tendência de crescimento do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) nos meios urbanos litorais, sobretudo no sul do país. O partido, que já tinha surpreendido nas legislativas de 2015, ao eleger André Silva como deputado, não teve um único distrito com uma votação abaixo dos 2%. Mas houve um concelho onde não conseguiu convencer um único eleitor: Barrancos.

Com 1.325 inscritos, a terra que, em 2002, levou à aprovação do regime de exceção para os touros de morte, mobilizou apenas 356 votantes. E, se há, quatro anos, o PAN ainda reuniu dois votos, nas europeias de domingo juntou-se à Iniciativa Liberal, ao MAS, ao Nós Cidadãos e ao PURP na lista das candidaturas que não obtiveram um único voto. Um "voto vermelho" ao partido que elegeu Francisco Guerreiro como eurodeputado e que tem feito da proibição das touradas uma bandeira.

Ainda assim, no distrito de Beja, o PAN conquistou 2,97% dos votos. Portalegre, outra zona do país rica em tauromaquia, foi o distrito do país onde o PAN teve menos votos: 2,4%. Seguiu-se a Guarda, com 2,42%, Vila Real, com 2,62% e Évora, com 2,98%.

Foi sobretudo nos meios urbanos litorais que o PAN reuniu mais apoios, sobretudo em Lisboa, onde atingiu os 6,79% e onde se localiza o concelho do país onde reuniu mais votos: Oeiras, com 7,88%. Do outro lado do Tejo, em Setúbal, o PAN conquistou 6,59% e, em Faro, os 6,15%. O quarto distrito do país com maior votação no PAN foi o Porto, com 5.59%.