Inquérito

Quase 100 milhões de pessoas não sabem em quem votar nas eleições europeias

Quase 100 milhões de pessoas não sabem em quem votar nas eleições europeias

São muitos os europeus que não sabem em quem votar nas próximas eleições europeias. A decisão está por tomar. Há, pelo menos, 97 milhões de pessoas que partilham um sentimento de incerteza, revela um inquérito realizado pelo YouGov, para o Conselho Europeu de Relações Exteriores, realizado em 14 estados-membros.

De acordo com este levantamento, mais do que polarizado, dividido entre extremos políticos, esquerda e direita, os europeus encontram-se num estado volátil, refere Mark Leonard, diretor deste laboratório de ideias. Ou seja, ainda não se decidiram efetivamente a quem dar o seu voto.

O responsável desmonta, também, vários mitos associados à intenção de voto dos cidadãos. Não serão as coordenadas esquerda e direita as que mais pesam na intenção de voto, mas outras realidades contrastantes como sejam campo e cidade, norte e sul, educação religiosa ou não.

"Os parâmetros tradicionais que decidiam as eleições disseminaram-se e apareceu outro que é um eixo vertical", disse Jose Ignacio Torreblanca, diretor do Conselho Europeu em Espanha, ao jornal espanhol "La Vanguardia".

Refira-se que existem mais de 510 milhões de europeus e que 50%, indica o estudo, não pretende sequer ir às urnas entre 23 e 26 maio (data das eleições em Portugal).

A incerteza na orientação política do voto nota-se entre os 35% que dizem que vão votar. Destes, a maior parte (69%), que é defensora da Europa, diz estar tentada a mudar de partido. E estão mais permeáveis a mudar de partido do que os eurocéticos.

O estudo mostra ainda que a batalha principal já não põe frente a frente os "pro" e "anti-europeus". Para 75% dos europeus a identidade europeia já é tão importante quanto a nacional. Isto acontece porque também os partidos mais eurocéticos se reposicionaram e têm defendido a reforma da EU em vez do seu abandono, como acontecia.

Entre outras conclusões, o estudo indica que um terço dos europeus acha que os seus filhos viverão pior do que eles, e que a sua principal preocupação não é a imigração mas o radicalismo islâmico, associado a questões de segurança e não tanto à identidade de fronteiras.

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