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BE terceiro mas sob ameaça. CDU e CDS crescem

BE terceiro mas sob ameaça. CDU e CDS crescem

Não é apenas o PSD que beneficia do tropeção do PS e consequente subida do número de indecisos.

Veja-se o caso do Bloco de Esquerda (BE) e da sua líder, Catarina Martins, que, apesar de manter o terceiro lugar e uma projeção de 10%, não tem ainda razões para sorrir: perde ponto e meio na intenção direta de voto de agosto para setembro. Boa notícia é o facto de continuar a dar cartas no eleitorado entre 25 e 34 anos: é o segundo partido, à frente do PSD, com 13,8% (voto direto).

Em quarto lugar mantém-se a CDU, que marca agora 7,7% (mais 1,1 pontos) e já fica próxima dos 8,25% que conseguiu nas legislativas de 2005. A coligação liderada por Jerónimo de Sousa consegue o seu melhor resultado em Lisboa (sem distribuição de indecisos e tratamento de abstenção): marca 7,7% e fica em terceiro à frente dos bloquistas.

O CDS, tal como o PSD, quebra o ciclo negativo que se registava desde abril e chegaria agora aos 5,6% (uma subida de 0,7 pontos percentuais). Os centristas são o único partido com representação parlamentar que não baixa na intenção direta de voto. E é, desta vez, o partido mais feminino (por oposição ao PS, que é o mais masculino).

O PAN estabiliza nos 3,2%, apesar de também acusar desgaste no voto direto. O partido liderado por André Silva poderá, no entanto, conseguir engordar o seu grupo parlamentar, sobretudo se garantir, como se prevê, um reforço nos dois maiores círculos eleitorais: no Porto marca 2,6% e em Lisboa 4,6%, à frente do CDS (resultados a ler com particular reserva, uma vez que as subamostras são bastante pequenas).

No índice que avalia o "mercado eleitoral" a que pode aspirar cada candidato, as notícias são genericamente boas: quase todos os líderes assistem à redução da sua taxa de rejeição (percentagem de eleitores que jamais votaria nesse candidato para primeiro-ministro), com destaque positivo para Rui Rio, do PSD, e André Ventura, do Chega (ambos com menos cinco pontos). Acresce que, no outro lado do espelho, ambos melhoram o índice de firmeza de voto (percentagem que votaria de certeza no candidato para primeiro-ministro), ainda que com vantagem para o social-democrata, que sobe três pontos percentuais face a agosto. Outra das novidades de setembro é a inclusão do líder do Livre, Rui Tavares, que consegue a proeza de ser rejeitado por "apenas" 49% dos eleitores. Melhor só o socialista António Costa.

Acordo PS/PAN
António Costa vai namorando o PAN, mas uma maioria dos dois partidos está um pouco mais longe: juntos valem 42,4%.

Livre a espreitar
Nos pequenos partidos, o Iniciativa Liberal cai e aparece agora o Livre, ainda que com apenas 0,9%.