Economia

Bloco quer relançar indústria ferroviária para reduzir importações

Bloco quer relançar indústria ferroviária para reduzir importações

O Bloco de Esquerda pretende que o país relance a indústria ferroviária para reduzir as importações e garantir emprego qualificado. Catarina Martins quer ainda, em duas décadas, unir as capitais de distrito, por comboio.

Num dos quadros expostos no complexo da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), no Entroncamento, Santarém, pode ler-se: "Este ano já reparamos 1354 rodados". A empresa recebeu esta terça-feira a comitiva do Bloco de Esquerda, no terceiro dia de campanha.

Catarina Martins fez a visita para expor o plano que tem para a ferrovia nacional e que assenta num investimento suportado por fundos comunitários, de reindustrialização do setor. "Não queremos que o investimento seja para comprar tudo o que a ferrovia precisa fora do país, precisamos da EMEF porque precisamos de aqui reparar todo o material circulante, que aqui também seja construído. Sempre que se perde capacidade no nosso país, acabamos a comprar o material ferroviário que precisamos todo à Alemanha e a outros países", defendeu.

A líder do BE conversou com os trabalhadores, entre eles Ricardo Inácio, da comissão de trabalhadores, que apresentou à candidata os problemas de precariedade e de falta de mão-de-obra que continuam a existir.

"A EMEF esteve em risco de ser desmantelada. Nós conseguimos travar esse processo e a EMEF já vinculou parte dos precários que tinha, tem novos trabalhadores, alguns que entraram com contratos a prazo, que nós esperamos que possam vir a vincular", respondeu a líder do partido.

Capitais de distrito unidas por comboio até 2040

Duas décadas. É esse o tempo que Catarina Martins aponta para que todas as capitais de distrito estejam unidas por comboio.

Um plano que permita passar dos atuais 5% de transporte ferroviário de passageiros e mercadorias "para 40%, fazendo uma alteração imensa no que diz respeito à emissão de gases com efeito de estufa, sendo uma mudança muito significativa na coesão territorial e na economia do nosso país", frisou.

O projeto que quer ligar todo o país com ferrovia é defendido como "uma nova mobilidade", que responde à emergência climática.

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