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Catarina diz que PAN quer plafonamento da Segurança Social

Catarina diz que PAN quer plafonamento da Segurança Social

Convergência foi a palavra mais usada em debate entre líderes do Bloco e do PAN. Para André Silva, BE e outras forças políticas inspiraram-se no seu partido sobre medidas climáticas.

Pareceu um frente a e frente afetado por 30 minutos de som de retorno aquele que opôs Catarina Martins a André Silva, ontem, em que a palavra "convergência" foi a mais usada por ambos os líderes partidários, fora os momentos em que a bloquista lançou algumas farpas.

A coordenadora do BE apostou em denunciar a intenção de o PAN de recuperar o plafonamento da Segurança Social, já proposto pela Direita, e de desvalorizar a mão do Estado nos setores importantes, como a Energia. Em troca, o porta-voz do PAN defendeu que o Bloco se inspirou no seu partido nas propostas sobre alterações climáticas.

"O PAN no seu programa propõe uma espécie de plafonamento da Segurança Social. É um projeto da Direita há 30 anos, que nunca foi para a frente, e que aparece pela mão do PAN", denunciou Catarina Martins, sem que André Silva tenha explicado claramente o que pretende. Segundo o deputado, o PAN não "recuperou nada da Direita, porque "a proposta é de um plafonamento no recebimento, para que o Estado não pague reformas milionárias".

André Silva reclamou para o PAN ter conseguido, nos últimos quatro anos, "impor o campo ambiental como o campo político", quando confrontado com o facto de o primeiro capítulo do programa eleitoral do BE ser sobre alterações climáticas.

O diapasão entre Catarina Martins e André Silva terminou quando a bloquista criticou o PAN por, em vez de querer controlar empresas como a EDP, preferir antes a regulação do mercado e "compensar com taxas" o impacto das empresas no ambiente. "O PAN acha que pode pedir por favor ao Estado chinês "vá ter cuidado com o clima"", frisou.

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