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Catarina Martins: "Novas soluções só serão construídas com o BE"

Catarina Martins: "Novas soluções só serão construídas com o BE"

No jantar-comício de encerramento da campanha, em Setúbal, Catarina Martins defendeu que os portugueses "gostaram de uma solução política que não foi mais do mesmo" e que só com o BE se podem construir "novas soluções".

Depois de uma arruada no centro da cidade, militantes e apoiantes do BE encheram o Clube Naval Setubalense para assistir aos discursos de encerramento da campanha.

"As pessoas gostaram de uma solução política que não foi mais do mesmo, e que em vez de empobrecimento, trouxe recuperação, em vez de insulto, trouxe dignidade, em vez de poder absoluto de um partido, trouxe estabilidade à vida das pessoas", defendeu Catarina Martins.

A líder do BE começou por agradecer aos que se fizeram ouvir bem alto no pavilhão enquanto os diretos das televisões decorriam e terminou a nomear as diferentes equipas que percorreram o país ao longo de duas semanas, porque "não é uma pessoa que faz uma campanha, é todo o partido".

Recuperando os temas mais caros com que se apresentou nas ruas - aumento do salário mínimo nacional, descongelamento das pensões, manuais escolares gratuitos - a bloquista defendeu que está no BE a chave de uma futura solução governativa.

"Acreditar neste país, acreditar num país de cabeça erguida exige novas soluções para o país e essas novas soluções só serão construídas com o BE, que é o partido que garante a luta pelo salário, a luta pela pensão, a luta por esta gente que trabalha".

No discurso mais longo que fez na campanha, Catarina Martins concluiu que esta foi a campanha que mobilizou mais pessoas por o BE ser "a força da estabilidade".

PS fez campanha de "fingimento"

Fernando Rosas foi o primeiro a fazer o balanço da campanha e escolheu a Direita como o seu primeiro alvo.

"Foi a Direita que anunciou o Diabo e como ele não apareceu, trouxe o Dr. Alberto João Jardim, da Madeira, para esbracejar e insultar contra os comunistas e os anarquistas. Essa foi a palhaçada final desta triste campanha da Direita portuguesa", começou, prevendo que a Direita se vai ficar por um terço dos votos.

Da Direita para o PS, um dos fundadores do partido continuou. "A campanha do PS foi a campanha do fingimento. O PS a fingir que não pedia o que realmente pede, a maioria absoluta, e quem disfarça o que pede é porque não quer fazer coisa boa com aquilo que pede. Esse PS deve ter a humildade de aceitar as críticas à sua arrogância e à altivez. Lições que lhe serão dadas".

Terminaria pedindo uma mobilização total para impedir a maioria absoluta, a mesma que Joana Mortágua considerou, no último discurso da noite, que tende a causar silêncio. "Gostam de gente calada", afirmou a cabeça de lista por Setúbal, depois de atirar que os partidos não conseguem fazer mutações genéticas durante uma campanha eleitoral.

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