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Costa explica exaltação contra "calúnia": "Todos temos o nosso limite"

Costa explica exaltação contra "calúnia": "Todos temos o nosso limite"

O secretário-geral do PS reconhece que se exaltou demais, esta sexta-feira à tarde, quando foi confrontado por um homem que o acusou de estar de férias nos incêndios de Pedrógão. "Suporto mal acusações injustas", disse António Costa aos jornalistas, a bordo do comboio em que viajou para o Porto, após a arruada do Chiado, garantindo que "isso é absolutamente calunioso".

"Um político não é por ser político que deixa de ser de carne e osso, e todos nós temos o nosso limite para o que há a ouvir. E este foi o meu limite", disse o secretário-geral socialista, garantindo que "é totalmente falso" que estivesse de férias durante os incêndios.

"Suporto mal acusações injustas e, sobretudo, sobre um tema particularmente sensível. A tragédia que o país viveu a 17 de junho de 2017 devia ser insuscetível de ser aproveitada para campanhas políticas", garantindo que há dois anos que a Direita repete esta "calúnia de uma forma insidiosa" e que "foi objeto desta provocação".

Questionado sobre se não se exaltou demais na reação, Costa respondeu: "Se me pergunta agora, sim. Mas quando uma pessoa se exalta, exalta-se sempre demais. Sabe que 'quem não se sente não é filho de boa gente'. Há limites para tudo", disse culpando a Direita pelo que sucedeu, como já havia feito.

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"Estou farto desta campanha que a Direita tem feito, habitualmente sem rosto, utilizando essas redes sociais e outros fóruns sem dar rosto. Hoje plantaram um provocador para fazer esta provocação e, olhe, reagi. Há limites para tudo e ainda bem que ao fim de tantos anos na política ainda tenho esse limite de indignação. Quando deixar de ter esse limite de indignação, é que acho que temos razões para nos preocupar", disse, procurando justificar o episodio.

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