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Cristas diz que ligações familiares surgem em particular nos governos socialistas

Cristas diz que ligações familiares surgem em particular nos governos socialistas

A líder do CDS, Assunção Cristas, afirmou que as ligações familiares têm surgido em particular nos governos do PS e frisou que a "multiplicidade de casos" nos últimos quatros anos fala por si.

"A verdade é que nós ouvimos falar disto em particular nos governos socialistas e olhando, por exemplo, para o último governo socialista de maioria absoluta, creio que não nos deixou boa memória a nenhum de nós", apontou, em resposta a uma pergunta sobre se as ligações familiares são uma marca socialista.

Assunção Cristas falava no Centro Interpretativo da Cereja, na localidade do Ferro, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde participou numa ação de pré-campanha para as eleições legislativas de 6 de setembro.

A líder centrista considerou ainda que a "multiplicidade de casos" de relações familiares verificadas nos últimos quatro anos "fala por si" e reiterou que "é preciso fazer política com ética", independentemente do parecer sobre as incompatibilidades e impedimentos políticos.

"Para além do parecer, para o CDS importa a ética na política. Há questões que não têm que ver com a legalidade ou com diferentes interpretações de uma mesma lei e nós notámos que a lei nunca teve problemas de interpretação até aparecer este governo socialista", sustentou.

Lembrando que no último Governo os casos se sucederam "com grande rapidez", Assunção Cristas destacou que uma das prioridades do CDS é o combate à corrupção e a erradicação de situações de promiscuidade.

"Para além da legalidade é preciso fazer política com ética e por isso uma das prioridades do CDS é também o combate à corrupção e criar formas e mecanismos para, efetivamente, erradicar do nosso país situações de promiscuidade, situações dúbias e situações de corrupção porque isso só nos afeta a todos muito negativamente", disse.

O parecer pedido pelo Governo à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre incompatibilidades nos negócios entre empresas de familiares de governantes e o Estado foi divulgado na sexta-feira.

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