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Cristas diz ser mais ambiciosa do que Rio para baixar impostos

Cristas diz ser mais ambiciosa do que Rio para baixar impostos

Assunção Cristas entrou esta quinta-feira no debate com Rui Rio decidida a vincar as diferenças. Garantiu que o CDS "é mais ambicioso" na proposta de baixar impostos e "o único que diz com clareza cristalina" que não dará "a mão ao PS". Foi mais uma alfinetada no histórico parceiro de coligação, mas ambos deixaram a porta aberta a um acordo pós-eleitoral para governar, elogiando as alianças anteriores.

Questionados na SIC sobre se o facto de concorrerem separados não favorece uma maioria absoluta do PS, recusaram esta ideia. Rio admitiu que juntos poderiam ganhar mais "dois ou três deputados", mas "o normal é irem separados". E no pós-eleições? Se o PSD tiver a maioria, fará "a solução que sempre fez ao longo da história".

Assunção Cristas quis manifestar "orgulho" em ter participado no Governo de Passos Coelho e de Paulo Portas "que tirou o país da bancarrota". E também Rio lembrou acordos com o CDS, inclusive na Câmara do Porto.

Cristas posicionou-se no centro-direita como "oposição às esquerdas". "Votar no CDS é dar força a este projeto alternativo", defendeu, procurando vantagem face ao PSD nesta matéria, mas sem responder se continua a afirmar o seu partido como primeira escolha. Porém, "o CDS é o único que diz com clareza cristalina" que "não fará acordo estável com o PS nem estará no Governo de Costa".

Rio pode votar contra regionalização

Rio admitiu depois que a posição do CDS é distinta. "Tenho de procurar com os outros partidos" ser "útil ao país", referiu, embora, quando cheguem as eleições, devam "marcar a diferença". Diz ter uma posição "colaborante" e não "permanentemente contra".

Apesar de unidos em culpar o PS pela "maior carga fiscal", Cristas crê que este é um "bom exemplo" de que "CDS e PSD convergem num aspeto essencial, que é baixar impostos, mas num grau diferente", sendo o CDS mais "ambicioso" por querer fazê-lo "de forma mais intensa do que o PSD".

Em seguida, concordaram em não mexer nas 35 horas: Rio por defender "estabilidade", Cristas por preferir baixar impostos. Na regionalização, a posição contra do CDS "é inabalável". Rio admite votar sim ou não. Estará contra uma proposta que não traga redução da despesa pública.

O líder do PSD negou depois que a readmissão de António Capucho seja uma afronta a Passos Coelho. Sobre eventuais demissões por causa desse regresso, respondeu "Não conheço".

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