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André Ventura: Admirador de Matteo Salvini, quer quebrar a III República

André Ventura: Admirador de Matteo Salvini, quer quebrar a III República

Evita a definição ideológica óbvia, que o coloca na extrema-direita. Prefere dizer-se "antissistema ou politicamente incorreto" e convoca o exemplo de Matteo Salvini, o político italiano que diz admirar "profundamente".

Porquê? "Porque não teme apontar o dedo a quem vive à conta do Estado e às minorias que dele se aproveitam, e porque teve a coragem de quebrar o sistema". Prevê de resto um destino comum - "hei de quebrar o sistema político português, acabar com a III República e iniciar uma outra, demore o tempo que demorar".

A consistência do presidente do Chega levanta dúvidas. "Acho que não acredita em 90% das coisas que diz, o que é um elogio", afirma João Miguel Tavares. Na opinião do comentador e jornalista situado à Direita, tudo em Ventura é "demasiado calculado e teatral". Uma figura "com muita ambição pessoal e teatrinho, um oportunista a pensar num nicho de mercado". Para melhores resultados "falta-lhe a imigração. Os ciganos não são em número suficiente", defende o cronista. Porém, admite, "isso não significa que não seja eleito". Ventura concorda: "Não temos os níveis de imigração, mas temos o funcionamento vergonhoso da justiça". Defende a prisão perpétua e, pegando na campanha à Câmara de Loures, declara-se "o único político depois do 25 de Abril a sair da esfera do politicamente correto". José Pinto Coelho, líder do PNR, considera-o um dos "seus". "Chamem-me o que quiserem. É-me indiferente", diz Ventura aos que o consideram racista e xenófobo.