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PS quer turismo 365 dias por ano e PAN pede quotas

PS quer turismo 365 dias por ano e PAN pede quotas

O turismo foi um dos temas que esta quarta-feira opôs António Costa a André Silva, que o líder do PS tem vindo a "namorar" para uma maior proximidade na próxima legislatura. Após ter acusado Costa de ser "pouco ambicioso em determinadas matérias", desde logo no ambiente, o candidato do PAN defendeu que se avalie a carga turística e se imponham quotas. Mas para o PS "não faz" sentido: temos é que ter "um turismo 365 dias por ano".

Num debate em que não foram questionados sobre eventuais entendimentos, Costa recusou assim a proposta do PAN para limitar a "carga turística", sobretudo em Lisboa e no Porto. Preferiu defender um turismo para "todo o país", desde logo para dinamizar o interior, e que seja diversificado.

Antes, foi a agricultura que abriu as hostilidades. André Silva atribuiu ao primeiro-ministro uma estratégia "depredadora" em termos ambientais, com destaque para a exploração intensiva do olival no Alentejo. Costa refutou dizendo que o Alentejo tem três milhões de hectares e o olival 170 mil. E "a parte do olival intenso é 1,5%" da região.

O líder do PS admitiu, porém, que há "concentração do olival" no Alqueva e destacou a decisão de suspender os apoios quanto a novos projetos de exploração.

Em seguida, Costa alegou que PS e PAN convergiram "em muitas matérias" e a maioria das iniciativas que conseguiu fazer aprovar foi com apoio socialista. André Silva riu-se e contrapôs que "chumbaram a maioria".

Sobre a nova comissária europeia Elisa Ferreira, Costa admitiu ser "útil" para o país ter a pasta da coesão e reformas, mas que "saberá exercer o cargo com a independência" necessária.

Nenhum governante convidaria o filho

"Nenhum membro do Governo convidaria o meu filho e o meu filho não aceitaria trabalhar num gabinete do Governo presidido por mim." Esta foi a resposta dada por Costa quando o tema "familygate" entrou no debate, na parte final. "Não é por o meu irmão ter sido diretor desta casa" que a SIC "alguma vez deixou de ser independente", contrapôs o líder do PS.