Comício em Rio de Mouro

Jerónimo de Sousa acusa PS, PSD e CDS de "legitimarem precariedade"

Jerónimo de Sousa acusa PS, PSD e CDS de "legitimarem precariedade"

Jerónimo de Sousa sabe que "já falou disto" na campanha, mas o facto é que as alterações à lei laboral, que entraram esta terça-feira em vigor, têm marcado o discurso do secretário-geral do PCP ao longo dos últimos dias. Em Rio de Mouro, Sintra, o líder comunista reforçou as críticas ao PS, PSD e CDS e acusou os partidos de "legitimarem a precariedade".

Jerónimo de Sousa já repetiu a frase vezes sem conta, mas a convicção é sempre a mesma: "A cada posto de trabalho permanente tem que corresponder um contrato de trabalho efetivo".

No comício desta noite em Rio de Mouro, o secretário-geral do PCP voltou a condenar as alterações à legislação laboral, e falou das consequências destas mudanças na vida dos trabalhadores. "A partir de hoje, um jovem que seja contratado para uma qualquer empresa, poderá ficar 180 dias ou seja seis meses em período experimental", apontou o comunista, lembrando que durante esse período os trabalhadores podem ser despedidos "a qualquer momento, sem qualquer justificação ou indemnização". São "180 dias de vidas suspensas".

Ainda assim, as maiores críticas foram para a taxa que vai obrigar as empresas a uma contribuição à Segurança Social por "rotatividade excessiva" de contratos a prazo. Jerónimo de Sousa questionou sobre quem vai fiscalizar e definir a média de contratos necessária para pagar a tal. "Não sabemos bem como é que vão fazer isto, vai ser a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), mas eles não têm mãos a medir... Então quem vai fiscalizar? Qual é a média em cada setor dos mais diversos que existem? Esse trabalho, como é muito demorado e muito complexo, só permitirá que se entre a vigor o pagamento da taxa em 2021", ironizou.

O secretário-geral do PCP acusou o PS, PSD e CDS de "legitimarem a precariedade" com a criação da taxa. "Tanta pressa em fazer a lei, e tanta dificuldade em definir o grau de precariedade".

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