Comício em Évora

Jerónimo rejeita comparações com Espanha e garante que não faltou estabilidade

Jerónimo rejeita comparações com Espanha e garante que não faltou estabilidade

Mais um dia de campanha eleitoral, mais um comício da CDU. No Teatro Municipal Garcia de Resende, em Évora, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, rejeitou comparações com Espanha feitas por António Costa e afastou o "fantasma" da instabilidade para sustentar uma maioria absoluta.

Se durante o almoço em Alpiarça Jerónimo de Sousa voltou a justificar o apoio dado ao Partido Socialista em 2015 para a formação de um Governo minoritário, em Évora o secretário-geral do PCP reforçou que os últimos quatro anos de legislatura da "geringonça" foram de estabilidade. O líder comunista criticou o secretário-geral do PS por comparar Portugal com Espanha, dizendo que não querer que o país caia num "impasse à espanhola", e de acordo com Jerónimo, para "insinuar a necessidade de uma maioria absoluta".

"É ver como se vem agitando o fantasma da instabilidade governativa, deitando mão ao que na casa do país vizinho se passa, para insinuar a necessidade de uma maioria absoluta. A quem agita tal fantasma, nós poderíamos perguntar. Faltou estabilidade nestes últimos quatro anos de avanços na vida dos trabalhadores e do povo? Não faltou! Então porque se agita tal fantasma? Se é para avançar e não andar para trás destabilizando a vida dos trabalhadores e das populações, o que se teme?", questionou.

O líder da CDU voltou a encostar o Partido Socialista à Direita, aliás, como tem vindo a fazer ao longo da campanha eleitoral. Jerónimo de Sousa rejeitou voltar "à estabilidade da paz podre do pântano da bipolarização", com a "a alternância sem alternativa" do PS e PSD, uma vez que a essa "estabilidade da política de direta" só garante "estabilidade em cima, dos poderosos, para infernizar a vida dos trabalhadores e do povo".

Num discurso muito crítico, Jerónimo de Sousa falou das promessas de "futuros risonhos e muitas palavras bonitas" que, de acordo com o mesmo, não foram cumpridas e "encheram o inferno" nas últimas quatro décadas. Além disso, Jerónimo acusou o Governo do PS de recorrer a um cenário de possível crise económica para não permitir mais avanços na recuperação e conquista de direitos e rendimentos dos trabalhadores. Ou seja, repetir o que aconteceu "nas últimas quatro ​​​​​​​décadas" com o PSD e CDS.

"Veja-se como hoje acenam com o espantalho de novas crises para justificar a recusa de medidas para resolver os problemas dos trabalhadores e das populações e como dramatizam o discurso contra o perigo das exigências excessivas. A cópia do conhecido discurso do PSD e CDS. É o discurso dos que querem travar aumentos de salários e pensões, continuar a sacrificar os serviços públicos, incluindo o Serviço Nacional de Saúde e os transportes amassados no torniquete do défice zero", afirmou.

Outro dos momentos do discurso caiu sobre o "acordo de cavalheiros" feito entre o PS, PSD e CDS na "entrega da batura da União Europeia à maestrina" Ursula von der Leyen, comissária europeia. "Enquanto a orquestra continua a tocar a música do dogma do défice zero, da inflexibilidade das regras, da submissão aos ditames dos que mandam nisto tudo, é a vida dos povos que se vai afundando. É preciso não ir em cantigas", alertou.

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