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Notas da campanha: Contas da discórdia não retiram Tancos do baralho

Notas da campanha: Contas da discórdia não retiram Tancos do baralho

O dia parecia dominado pelas contas do quadro macroeconómico do PSD. Mário Centeno considerou-as "materialmente impossíveis". Rui Rio acusou o ministro e António Costa de "baralhar" as contas. E disse ainda desconfiar que será "para desviar as atenções de Tancos". Mas o certo é que, mais uma vez, esta polémica não arredou pé da campanha. "É um tema que está fora da minha campanha", reagiu, no entanto, o líder do PS.

PS: Convocou uma conferência de imprensa para Mário Centeno atacar as contas do cenário apresentado pelo PSD, que classificou de "materialmente impossíveis" e de terem um buraco de 4750 milhões de euros por explicar. Mostrou-se apenas disponível para debater as contas com candidatos a deputados, desafiando Rui Rio para o fazer.

PSD: O PSD não desiste de debater Tancos no Parlamento e já requereu ao presidente da Assembleia da República uma reunião urgente da conferência de líderes para se marcar uma discussão na Comissão Permanente, invocando uma "suspeita da conivência do primeiro-ministro". Na resposta, os socialistas acusaram o partido de querer instrumentalizar a Comissão Permanente.

CDS: Assunção Cristas voltou a exigir explicações a António Costa. Questionada sobre o artigo de José Sócrates sobre Tancos, respondeu: "Não li. Mas estes três nomes juntos a falarem sobre este assunto quer dizer alguma coisa", declarou, depois dos comentários, "nas últimas 24 horas", de Augusto Santos Silva e de Carlos César.

CDU: Jerónimo de Sousa negou que tenha havido contacto com o PS para renovar a "geringonça", após António Costa ter dito, numa entrevista à RTP, que o PCP e o BE não se comprometeram em "assegurar condições de governabilidade" para a próxima legislatura.

BE: Já Catarina Martins assegurou que o BE "não se vai opor à realização da reunião" da Comissão Permanente sobre Tancos. E quis ainda responder a declarações do ministro Augusto Santos Silva sobre os riscos de "um poder desmedido" de algum parceiro à Esquerda do PS.

PAN: André Silva acredita que o seu partido vai eleger um deputado pelo distrito do Porto. Foi a "sondagem da rua" que lhe deu essa "confiança", em duas arruadas por Gaia e pela Invicta. O porta-voz do PAN acusou ainda o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) de "negacionismo". Em causa, declarações de Eduardo Oliveira e Sousa que associa "quem é contra a carne de vaca" ao "mundo da droga. Quanto à construção do aeroporto pretendido pelo Governo, respondeu: "Montijo, jamais!".

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