Eleições

Notas de campanha: Da exaltação de Costa com popular à troca de acusações com Rio

Notas de campanha: Da exaltação de Costa com popular à troca de acusações com Rio

A reta final da campanha correu mal a António Costa. Numa arruada em Lisboa, exaltou-se com um homem que o acusou de meter férias durante os incêndios. E isso gerou depois uma troca de acusações com Rui Rio. O dia em que as agendas dos candidatos foram adaptadas devido à morte de Freitas do Amaral foi também marcado por avisos das esquerdas sobre a próxima relação de forças, com futuros acordos adiados e o PS a acenar com um Governo a prazo. À Direita, Paulo Portas deu uma ajuda a Cristas.

PS: Sem dúvida, a campanha desta sexta-feira ficou manchada pelas imagens de António Costa alterado com um homem que o abordou, no final da arruada pelo Chiado, para o acusar de ter gozado férias "enquanto morriam pessoas" nos incêndios de Pedrógão Grande. O líder socialista acusou-o, por sua vez, de "mentiroso" e "provocador". Em seguida, atirou culpas pelo sucedido ao adversário: "Para mim é profundamente insultuoso esta campanha que a Direita persiste em fazer". Antes, ao almoço, Costa alertou para o risco de o PS ficar com um Governo de "mãos atadas". E avisou, do mesmo modo, que Portugal não pode ter um Executivo com prazo de dois anos.

PSD: Rui Rio considerou inadmissível que Costa acuse o seu partido de plantar um incidente na campanha do PS. "Não acho minimamente admissível", reagiu o líder social-democrata, dizendo não ter dúvidas de que o líder socialista se estava a referir ao PSD. Antes daquele incidente, Rio preferiu centrar os ataques em Mário Centeno. Acusou-o de baixar o nível na corrida às legislativas. E defendeu que teve uma "intervenção desastrosa" nas últimas duas semanas. No fecho da campanha, mostrou "disponibilidade" para trabalhar com qualquer força, de modo a fazer-se as "reformas de que o país precisa".

CDS-PP: Assunção Cristas continuou a tentar impedir fugas de votos, pedindo o apoio dos indecisos contra a Esquerda, e apelou à união do partido. No último dia de campanha, teve ajuda de Paulo Portas. O ex-líder disse ser preciso "travar" a arrogância do PS e apelou à concentração dos votos no partido para "somar" deputados no Parlamento e formar uma maioria de Centro-Direita.

CDU: De manhã, em Penafiel, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, desvalorizou mais uma vez as sondagens e não concretizou se estará ou não aberto a uma nova solução governativa após as legislativas deste domingo. Afirmou que "ainda não está a fazer contas", mas mostrou-se disponível para falar com o PS a partir de segunda-feira. O líder do PCP manteve depois o alerta contra um eventual Governo do PS de "mãos totalmente livres".

PAN: "Não faz parte dos nossos planos estar no Governo", garantiu, por sua vez, André Silva. Assegurou que o objetivo eleitoral do PAN é aumentar o número de deputados para "ter mais força" para aprovar as suas propostas.

BE: A última a falar foi Catarina Martins. Insistiu que o BE é a força capaz de impedir uma maioria absoluta do PS. E, em resposta ao pedido de António Costa, que não quer ter "as mãos atadas", lembrou que o acordo de 2015 "foi para quatro anos".

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