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PS só precisará de um parceiro à Esquerda para governar

PS só precisará de um parceiro à Esquerda para governar

A projeção atribui mais duas dezenas de deputados aos socialistas. O CDS perde uma dezena e a CDU terá menos cinco. O PAN chega aos quatro.

O PS (37,3%) deverá vencer as eleições de domingo com uma margem folgada sobre o PSD (28,8%) e com mais duas dezenas de deputados do que em 2015. Mas António Costa será forçado a tricotar entendimentos à Esquerda (BE ou PCP, ou ambos), uma vez que não chegará à maioria absoluta. O PAN terá direito a um grupo parlamentar, mas não em número suficiente para somar maioria com o PS.

A previsão, que tem por base todos os inquéritos realizados até agora para a sondagem diária da Pitagórica para o JN, TSF e TVI, aponta como cenário mais provável que os socialistas cheguem aos 104 deputados (foram 86 há quatro anos), crescendo em quase todos os círculos eleitorais. O segundo grupo parlamentar mais numeroso será o do PSD (79). Rui Rio fica com menos uma dezena de eleitos do que na legislatura que agora chega ao fim (a projeção não inclui os quatro deputados dos círculos da emigração).

Segue-se na lista o BE, que na sondagem diária aparece com uma projeção de 9,2% e deverá ter um grupo parlamentar de dimensão semelhante à atual: 17 a 20. A diferença para melhor para Catarina Martins poderá fazer-se em alguns círculos da Região Centro: é provável que os bloquistas elejam um deputado em Viseu; que possam chegar ao segundo em Aveiro; e, mais surpreendente ainda, que quebrem o bipartidarismo em Castelo Branco.

Para o outro parceiro da "geringonça" que dirigiu a vida parlamentar destes quatro anos, o cenário é negativo. A CDU, que marca agora 6,6%, poderá passar de 17 para 12 deputados, que é a hipótese mais provável (e ao nível do resultado de 2002, com Carlos Carvalhas). Mas pode ser ainda pior para Jerónimo de Sousa, uma vez que, para além de perdas em círculos como Lisboa e Setúbal, estão em risco o deputado de Braga, o de Santarém e até o de Beja; está perdido o de Faro; e prevê-se que passará de três para um eleito no Porto.

Para o CDS anuncia-se uma quebra ainda mais acentuada do que a dos comunistas. Assunção Cristas marca 3,9% e prevê-se que desapareçam uma dezena de deputados. O cenário mais provável é ter 7 a 10. A única boa notícia é que não há risco de voltar a ser o "partido do táxi". Mas pode perder os lugares de Aveiro (que era de Paulo Portas) e Viseu para os bloquistas. E desaparecer do mapa de Viana do Castelo e Leiria.

Em sentido ascendente vai o PAN que, quatro anos depois da estreia terá um grupo parlamentar. O partido de André Silva marca 4,4% na sondagem diária, mas não vai ultrapassar os centristas em número de deputados: terá 4 a 5 de acordo com a projeção da Pitagórica para o JN. O pecúlio será quase todo feito à custa de Lisboa, mas também poderá eleger no Porto e em Setúbal (este é menos provável).

Entre os pequenos partidos, há razões para alguma esperança. Na sondagem diária, quem tem nesta altura um melhor resultado a nível nacional são o Aliança de Pedro Santana Lopes e o Chega de André Ventura. Marcam ambos 1,5%, mas na verdade a melhor hipótese de assistir a estreias na noite de domingo parece ser no Livre e Iniciativa Liberal. A projeção nacional é de apenas 0,9%, mas há uma probabilidade razoável de ambos elegerem um deputado por Lisboa.

Porto
Costa e Rio estão taco a taco e a CDU a quebrar

Rio anunciou uma luta taco a taco com Costa a nível nacional. Não se confirma. Mas no Porto é de facto assim. A projeção aponta para um possível empate a 16 deputados. Os socialistas devem crescer, mas não será à custa dos partidos mais à Direita. O Bloco está em dificuldades para manter o quinto eleito e a CDU deverá passar de três para um. Os mesmos que deverá ter o CDS e o PAN, que estreia Bebiana Cunha no Parlamento.

Braga
Os socialistas vão crescer e o BE pode sonhar

O terceiro maior círculo nacional deverá assistir a mais uma luta equilibrada entre socialistas e sociais-democratas pela supremacia. É certo que o PS vai crescer, mas a dúvida é se terá mais um ou dois deputados. Na capital minhota o Bloco pode chegar aos dois eleitos. O CDS tem assegurado um lugar e o PSD oito ou nove (a Direita teve 10 há quatro anos). A CDU oscila, embora o resultado mais provável seja que continue a ter representação no distrito.

Lisboa
Vitória do PS à larga e PAN a lutar pelo quarto lugar

Com Costa a cabeça de lista por Lisboa, o PS tem garantida uma vitória mais do que sólida e terá mais dois a três deputados. À Direita, podem cair três deputados relativamente a 2015. O BE revela algumas dificuldades em manter o quinto eleito. O quarto lugar será arduamente disputado por CDU, CDS e PAN, que terão entre três e quatro. E pode haver duas caras novas no Parlamento. Uma do Livre, outra do Iniciativa Liberal.

Aveiro
PSD revela dificuldades e CDS ameaçado

Os socialistas vão ganhar dois deputados em Aveiro e disputar a vitória no distrito ao PSD, que também terá sete eleitos. É certo que a Direita perde dois lugares, face a 2015. Mas a perda pode chegar a três, porque o lugar que já foi de Paulo Portas, não está garantido para o CDS. Sendo que, se os centristas perderem aqui a representação, isso poderá acontecer à custa dos arquirrivais do Bloco. Estes têm garantida a reeleição de um deputado, mas espreitam o segundo.

Viseu e Bragança
Bloquistas vão estrear-se no "cavaquistão"

O distrito que já foi conhecido como "cavaquistão" deverá garantir nova vitória ao PSD, mesmo que a Direita baixe de seis para quatro ou cinco eleitos. O BE pode estrear-se com um deputado (é o cenário mais provável nesta altura), mas o CDS está em risco sério de perder o seu. No vizinho distrito de Bragança também pode haver uma novidade de monta: o PS deverá ultrapassar o PSD e ficar com dois deputados.

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