Polémica

Rui Rio diz que contagem dos nove anos não é descalabro

Rui Rio diz que contagem dos nove anos não é descalabro

Rui Rio defendeu esta terça-feira que "começa a ficar mais claro, sobretudo após a greve dos motoristas, o teatro" montado por António Costa na questão dos professores, com a ameaça de demissão do Governo se fosse aprovada a devolução integral do tempo de serviço congelado, com contagem dos nove anos. Diz que "não iria haver nenhum caos", nem deixaria "pôr em causa o equilíbrio financeiro do que quer que fosse", deixando aberta a porta àquele cenário.

Na TVI, no programa "Tenho uma pergunta para si", o líder social-democrata criticou o "dramatismo" e considerou infundadas as afirmações do primeiro-ministro de que o Orçamento iria cair, quando respondia a questões de Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. Para Rio, "a questão dos professores é difícil, mas não é o descalabro".

Contra Bloco Central

Além disso, o líder do PSD criticou o facto de um professor no topo da carreira "ganhar menos do que o filho que entrou como juiz estagiário".

Na entrevista, Rio insistiu que "não faz sentido" um Governo de Bloco Central, no caso de ninguém ter maioria absoluta porque seria "o mais contranatura".

Admitiu ainda rever "em baixa" as medidas como a redução de impostos, que teriam de "descer um pouco menos" se, fruto da conjuntura internacional, o crescimento não fosse o previsto. Do mesmo modo, o investimento não cresceria tanto.

Já na Saúde, diz não renunciar às parcerias público-privadas "se gerirem o hospital de forma mais económica e eficaz". E "a contribuição dos privados é fundamental".

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Questionado sobre as condições para se manter no cargo em caso de derrota, repetiu que só fará essa avaliação depois de 6 de outubro. "Chego a 7, 8, 9 ou 10 de outubro e logo vejo o que faço, tanto me faz estar como não estar, só estou se me sentir útil ao país".

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